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	<title>Caderno de Leituras: Quando os livros são o campo</title>
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	<description>Resenhas, comentários d(e) clássicos.</description>
	<pubDate>Sun, 19 Oct 2008 20:37:20 +0000</pubDate>
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		<title>Aspectos Econômicos no Governo Gen. Eurico Gaspar Dutra (1946-1950)</title>
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		<pubDate>Sun, 19 Oct 2008 20:26:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>stormblast</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Economia]]></category>

		<category><![CDATA[História]]></category>

		<category><![CDATA[História do Brasil]]></category>

		<category><![CDATA[Política Econômica Brasileira 1946 -1950]]></category>

		<category><![CDATA[Política Externa no Brasil]]></category>

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		<description><![CDATA[
História Geral da Civilização Brasileira
Tomo III O Brasil Republicano Org. Sérgio Buarque de Holanda e Boris Fausto Vol. 11
Economia e Cultura (1930 – 1964)
 
Capitulo II – Relações Econômicas Internacionais do Brasil (1945 – 1964)
 
 
 
O GOVERNO DUTRA (1946 – 1950)
AS EXPECTATIVAS FRUSTRADAS
 
Com o fim da Segunda Guerra, as expectativas dos governos latino americanos para uma maior [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><a href="http://stormblast.files.wordpress.com/2008/10/595985.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-93" title="História Geral da Civilização Brasileira" src="http://stormblast.files.wordpress.com/2008/10/595985.jpg?w=125&#038;h=180" alt="" width="125" height="180" /></a></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">História Geral da Civilização Brasileira</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Tomo III O Brasil Republicano Org. Sérgio Buarque de Holanda e Boris Fausto Vol. 11</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Economia e Cultura (1930 – 1964)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Capitulo II – Relações Econômicas Internacionais do Brasil (1945 – 1964)</span></span></p>
<p> </p>
<p> </p>
<p> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">O GOVERNO DUTRA (1946 – 1950)</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">AS EXPECTATIVAS FRUSTRADAS</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Com o fim da Segunda Guerra, as expectativas dos governos latino americanos para uma maior relação com os Estados Unidos fomentando investimentos para o desenvolvimento da região se viram frustradas. Considerando o aumento das relações comerciais e financeiras na região no período da guerra, são números: “Em 1945, 42% das importações norte-americanas eram originárias da América Latina (contra 25% imediatamente antes da guerra)” </span><a name="_ftnref1" href="http://stormblast.wordpress.com/wp-admin/#_ftn1"><span class="MsoFootnoteReference"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:12pt;font-family:&quot;">[1]</span></span></span></span></a><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">·. Os autores mostram com outro exemplo, o do Eximbank, que desde sua criação em 1934 e sua transformação em agência autônoma em 1945, este operava essencialmente na América Latina, havia tido sua capacidade de empréstimo elevada para US$ 3,5 bilhões (contra US$ 700 milhões em 1940).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span> </span>Diante deste quadro de expectativas são mostrados dados que desmentem-nas, de maneira que a história se mostra outra. Em nota de rodapé os autores acrescentam que os investimentos norte-americanos via Eximbank estavam indo para outras partes. <span>    </span><span>    </span><span>  </span>(O Eximbank concederia crédito de US$ 1,9 bilhão à Europa no ultimo semestre de 1945 contra US$ 140 milhões concedidos à America Latina em 1946 no mesmo período) </span></span><a name="_ftnref2" href="http://stormblast.wordpress.com/wp-admin/#_ftn2"><span class="MsoFootnoteReference"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:12pt;font-family:&quot;">[2]</span></span></span></span></a><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">. Dada a frente política e econômica que os Estados Unidos adquiriram no final da Segunda Guerra, estes estavam dispostos a oferecer não mais que conselhos à America Latina, como: controle fazendário, corte de gastos, equilíbrio das contas publicas e a proposta de livre conversibilidade das moedas (eliminar restrições e controles cambiais e encorajar o fluxo de capitais privados), como meio de integração na economia mundial, fazendo assim, insistir o caráter da proposta de economia global preconizada pelos Estados Unidos no imediato pós-guerra em detrimento de um projeto regional como expressado pela expectativa latino-americana.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">O Brasil neste quadro achava-se um caso especial, o que motivou os argumentos da visita do ministro da Viação e Obras Públicas de Dutra em maio de 1946 – Macedo Soares – à Washington ressaltando o caráter político, mais do que mera relação financeira com uma agência, do pedido de empréstimo ao Eximbank. Isto se dava pelo fato dos apoios fornecidos pelo Brasil nos esforços de guerra e que por isso já tinha feito muito por merecer. O fato que marca tal contexto, desta forma, é o uso da expressão “relação especial” na política internacional brasileira para o período. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">A posição dos Estados Unidos constava da seguinte forma, ainda segundo os autores: a) – o Brasil deveria ampliar suas fontes internas de financiamento antes de solicitar ajuda do Governo norte-americano; b) – o Brasil deveria distinguir entre seus programas de reequipamento e seus programas de desenvolvimento. Os gastos com os primeiro deveriam ser considerados como importações deferidas e financiados com as amplas reservas internacionais acumuladas nos anos de guerra; c) – para os programas de desenvolvimento, o interlocutor deveria ser não o Governo norte-americano, mas a instituição multilateral especialmente criada para tal fim – o Banco Mundial, e d) – de qualquer forma, o Brasil deveria ter presente que seu desenvolvimento, em ultima instancia , dependeria da habilidade de criar um clima favorável ao ingresso de capitais privados.</span><a name="_ftnref3" href="http://stormblast.wordpress.com/wp-admin/#_ftn3"><span class="MsoFootnoteReference"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:12pt;font-family:&quot;">[3]</span></span></span></span></a></p>
<div id="attachment_98" class="wp-caption aligncenter" style="width: 210px"><a href="http://stormblast.files.wordpress.com/2008/10/gaspar-dutra-01.jpg"><img class="size-full wp-image-98" title="gaspar-dutra-01" src="http://stormblast.files.wordpress.com/2008/10/gaspar-dutra-01.jpg?w=200&#038;h=200" alt="" width="200" height="200" /></a><p class="wp-caption-text">Gen. Eurico Gaspar Dutra (1883 - 1974)</p></div>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">No contexto, eram poucas as restrições a fluxos financeiros internacionais, apesar da ausência de capitais privados e de linhas de crédito internacional organizadas criando um problema de liquidez mundial, só resolvida através da criação da União Européia de pagamentos, do FMI, e de empréstimos de Governo a Governo sob a égide do Plano Marshall. Sendo os objetivos finais por parte dos EUA a eliminação de restrições ao comércio internacional. Neste período no entanto o Brasil não estava muito preocupado com a situação econômica externa que parecia extremamente favorável, não obstante o maior problema era a inflação. Comprometidas com a doutrina liberal e com o projeto norte-americano citado acima, as autoridades brasileiras relaxaram varias medidas que controlavam a evasão de divisas do Brasil. A política economica do Governo Dutra consistiam então: “ aparentemente depositaram vasta confiança em uma solução duradoura para o potencial desiquelibrio do balanço de pagamentos nacional através da conta de capital, vale dizer, através da política liberal de cambio que, em estimulando as saidas de capital, pudesse estimular também ingressos brutos em proporção ainda mais significativa no futuro”.</span><a name="_ftnref4" href="http://stormblast.wordpress.com/wp-admin/#_ftn4"><span class="MsoFootnoteReference"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:12pt;font-family:&quot;">[4]</span></span></span></span></a></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">A partir de fontes como Delfim Neto e Pedro Malan constata-se que não havendo capitais nos países europeus, o que houve foi a saída espantosa de divisas no país, em números de Pedro Malan, entre 1946 – 1952 a saída líquida de divisas foi da ordem de 500 milhões, liquidas significam a diferença entre o total da saída de divisas e o que é necessário para as operações financeiras externas como o pagamento da dívida. Ou seja, menos capital na praça.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><em>Tal fato alegado pela SUMOC ficou conhecido por liberalização cambial de 1946. O problema que se seguiu era a inconvertibilidade das moedas dos países que absorviam cerca da metade das exportações brasileiras. Conta-se que o superávit de 1946, o resultado da diferença positiva entre importação e exportação, se deveu praticamente ao comércio com áreas que tinham moedas inconversíveis. Fica complicado entender a questão da conversibilidade das moedas, mas neste caso o problema é que o país vende seus produtos, só que tem que “gastar” dinheiro na compra de dólares para pagar sua divida externa, assim o saldo positivo no balanço de pagamentos torna-se não relevante, pois o dinheiro arrecadado nas exportações, ponta positiva do balanço, não tem lastro significativo </em>– nas palavras dos autores, sem poder<em> </em>de comando imediato sobre recursos reais –<em> perante a moeda que repercute as operações financeiras do país no momento, que era o dólar norte-americano.</em></span></span></p>
<div id="attachment_97" class="wp-caption alignright" style="width: 249px"><a href="http://stormblast.files.wordpress.com/2008/10/harrytrumanovaloffice.jpg"><img class="size-medium wp-image-97" title="harrytrumanovaloffice" src="http://stormblast.files.wordpress.com/2008/10/harrytrumanovaloffice.jpg?w=239&#038;h=300" alt="" width="239" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Harry Truman no &quot;Oval Office&quot; na Casa Branca</p></div>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">As justificativas para o não investimento ou comprometimento direto por parte do Governo norte-americano para o desenvolvimento do Brasil, a salvo a questão européia se dava por parte pelas insistências do Brasil, e ao ponto da deteriorização do balanço de pagamentos, situação que só iria se reverter a partir de 1949 a partir das altas nos preços do café no mercado internacional temporariamente. Menciona-se a criação da OEA – Organização dos Estados Americanos em 1948 em um contexto no qual os países latino americanos reclamavam a atenção dada a outras partes do globo como Europa e Ásia.<span>  </span>Somente a oposição norte-americana marcaria um desvio desta política na década seguinte política liberalizante que se restringia apenas ressaltar os interesses em termos de instruções como a facilitação de entrada de capitais de risco, encorajamento da empresa privada (estrangeira) e eliminação de restrições ao comércio internacional sob o rótulo de amplos objetivos da segurança norte-america que Ra a de manter o hemisfério livre do comunismo a partir de acordos bilaterais e amplamente condicionados. Tais relações só foram estabelecidas a partir da aprovação do <em>Act of International Development</em> que financiariam uma ação conjunta no qual o Brasil se prontificou produzindo um relatório bastante importante que serviu de base para as atuações do futuro Banco do Desenvolvimento Econômico<span>  </span>que seria criado em 1952 já no Governo Vargas.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><em><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span> </span></span></span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">            </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Fatos</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<ol style="margin-top:0;" type="1">
<li class="MsoNormal"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Fim da Segunda Guerra em 2 de setembro de 1945</span></li>
<li class="MsoNormal"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Posse de Eurico Gaspar Dutra em 31 de Janeiro de 1946</span></li>
<li class="MsoNormal"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Presidente dos Estados Unidos: Harry Truman 1945 – 1953</span></li>
<li class="MsoNormal"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Criação do Eximbank 1934 e transformação em agencia autônoma 1945.</span></li>
<li class="MsoNormal"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Conferencia Interamericana sobre problemas de Guerra e Paz – 1945</span></li>
<li class="MsoNormal"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span> </span>Projeto político e econômico norte americano no Pós – Guerra: Para America Latina eliminar restrições cambiais e encorajar o fluxo de capitais privados.<span>  </span>Internacionalização da economia e proposta de livre convertibilidade das moedas.</span></span></li>
<li class="MsoNormal"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">A “relação especial” do Brasil devido ao esforço conjunto de Guerra.</span></li>
<li class="MsoNormal"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">A mudança da maneira de se fazer financiamento, no lugar de tratar os empréstimos como questão política como queria a diplomacia brasileira, considerar o Banco Mundial como principal agência mediadora. Em instruções para o financiamento do Brasil em 1946.</span></li>
<li class="MsoNormal"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Sobre as reservas internacionais do Brasil obtidas durante a Segunda-Guerra, estas foram gastas no pagamento em moedas conversíveis para obter o saldo positivo no setor externo da economia.</span></li>
<li class="MsoNormal"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Explosão dos preços do café depois de 1948.</span></li>
<li class="MsoNormal"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Valores disponíveis – 100 milhões de dólares</span></li>
<li class="MsoNormal"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Valores da divida externa publica em 1946, 644 milhões.</span></li>
<li class="MsoNormal"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Ausência de fluxos internacionais de capitais privados</span></li>
<li class="MsoNormal"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Solução mediante a criação da União Européia de Pagamentos, FMI empréstimos de Governo a Governo sob égide do Plano Marshall.</span></li>
<li class="MsoNormal"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span> </span>Conta de Capital e evasão de divisas como perspectiva atraente para capitais privados e auto-equacionamento do balanço de pagamentos.</span></span></li>
<li class="MsoNormal"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Liberalização Cambial da SUMOC de 1946.</span></li>
<li class="MsoNormal"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Medida de contenção das importações em 1948 devido ao déficit causado no balanço de pagamentos pelo acumulo de saldo em moedas “fracas”.</span></li>
<li class="MsoNormal"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Falta de Dólares em escala mundial</span></li>
<li class="MsoNormal"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Conferencia Interamericana sobre Defesa do Continente</span></li>
<li class="MsoNormal"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Tratado de Assistência Recíproca do Rio de Janeiro ratificando a posição latino-americana aos princípios da Guerra Fria.</span></li>
<li class="MsoNormal"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Aumento do Preço do Café no mercado internacional a partir de 1949. Aumento temporário.</span></li>
<li class="MsoNormal"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Criação da OEA em 1948 sob os auspícios da Guerra Fria em nome da segurança norte-americana.</span></li>
<li class="MsoNormal"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span> </span>Aprovação do Congresso norte-americano do <em>Act of International Development</em> e criação da comissão mista Brasil-Estados Unidos em 1950. </span></span></li>
</ol>
<div><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"></p>
<hr size="1" /></span></div>
<div id="ftn1">
<p class="MsoFootnoteText" style="margin:0;"><a name="_ftn1" href="http://stormblast.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref1"><span class="MsoFootnoteReference"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">[1]</span></span></span></span></a><span style="font-size:x-small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span>  </span>P.79</span></span></p>
</div>
<div id="ftn2">
<p class="MsoFootnoteText" style="margin:0;"><a name="_ftn2" href="http://stormblast.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref2"><span class="MsoFootnoteReference"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">[2]</span></span></span></span></a><span style="font-size:x-small;font-family:Times New Roman;"> P.81</span></p>
</div>
<div id="ftn3">
<p class="MsoFootnoteText" style="margin:0;"><a name="_ftn3" href="http://stormblast.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref3"><span class="MsoFootnoteReference"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">[3]</span></span></span></span></a><span><span style="font-size:x-small;"><span style="font-family:Times New Roman;"> <span lang="EN-US">P. 81 Notas dos autores retiradas de Foreign Relations of the United States, 1946, vol. XI.</span></span></span></span></p>
</div>
<div id="ftn4">
<p class="MsoFootnoteText" style="margin:0;"><a name="_ftn4" href="http://stormblast.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref4"><span class="MsoFootnoteReference"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">[4]</span></span></span></span></a><span style="font-size:x-small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span>  </span>P. 82</span></span></p>
</div>
&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/stormblast.wordpress.com/96/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/stormblast.wordpress.com/96/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/stormblast.wordpress.com/96/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/stormblast.wordpress.com/96/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/stormblast.wordpress.com/96/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/stormblast.wordpress.com/96/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/stormblast.wordpress.com/96/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/stormblast.wordpress.com/96/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/stormblast.wordpress.com/96/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/stormblast.wordpress.com/96/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=stormblast.wordpress.com&blog=3689654&post=96&subd=stormblast&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Relações Econômicas Internacionais do Brasil (1945 - 1964) - Em História Geral da Civilização Brasileira, Org. Sérgio Buarque de Holanda e Boris Fausto</title>
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		<pubDate>Sun, 12 Oct 2008 06:24:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>stormblast</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Economia]]></category>

		<category><![CDATA[História]]></category>

		<category><![CDATA[História do Brasil]]></category>

		<category><![CDATA[Guerra Fria]]></category>

		<category><![CDATA[Organização da Economia no Pós Guerra]]></category>

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		<description><![CDATA[
História Geral da Civilização Brasileira
Tomo III O Brasil Republicano Org. Sérgio Buarque de Holanda e Boris Fausto Vol. 11
Economia e Cultura (1930 – 1964)
 
Capitulo II – Relações Econômicas internacionais do Brasil (1945 – 1964)


Introdução: 
 
1. A NOVA ORDEM INTERNACIONAL EM GESTÃO NOS ANOS 40 
 
2. A AMÉRICA LATINA E O BRASIL SOB A HEGEMONIA NORTE [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><div>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"><a href="http://stormblast.files.wordpress.com/2008/10/595985.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-93" title="História Geral da Civilização Brasileira" src="http://stormblast.files.wordpress.com/2008/10/595985.jpg?w=125&#038;h=180" alt="" width="125" height="180" /></a>História Geral da Civilização Brasileira</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Tomo III O Brasil Republicano Org. Sérgio Buarque de Holanda e Boris Fausto Vol. 11</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Economia e Cultura (1930 – 1964)</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Capitulo II – Relações Econômicas internacionais do Brasil (1945 – 1964)</span></p>
</div>
<div>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Introdução: </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">1. A NOVA ORDEM INTERNACIONAL EM GESTÃO NOS ANOS 40 </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">2. A AMÉRICA LATINA E O BRASIL SOB A HEGEMONIA NORTE AMERICANA.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">1.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">A despeito das conversações diplomáticas iniciadas em 1941 entre EUA, Inglaterra e URSS como fruto de uma organização do mundo depois da II Guerra Mundial, a aparente unidade requerida no esforço de guerra era marcada por divergência quanto a projetos futuros entre os protagonistas. Segundo os autores, em termos analíticos poder-se-ia localizar duas vertentes para interpretação desses interesses diversos, qual sejam: Uma condizente a ordem econômica mundial internacional; acerca do modelo capitalista sobressaindo-se ao socialista e uma disputa das zonas de influências. Tal modelo estava preocupado com o ressurgimento dos regimes nacional-capitalistas e colocava uma proposta para uma não restrição do <em>comércio multilateral e o controle dos fluxos internacionais de capital privado</em>, tirando lição dos erros da política internacional norte-americana do pós Primeira Guerra Mundial que fomentou, a partir de uma política isolacionista no plano econômico, um bloqueio de fluxos livres para o capital privado, política como a levada a cabo pelo Governo Rooselvet (1933 – 1945), desde a segunda metade dos anos 30 e que prolongou os efeitos da crise de 1929.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span> </span>Nesse entremeio a Inglaterra, em 1941, não era passível de uma formulação política de influencia internacional visto os resultados da Guerra à nação não configurando uma potência militar e econômica, colocando-se em estreita cooperação com a política organizatória norte-americana, apesar de defender seus interesses que não eram exatamente os do projeto norte-americano.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">E a outra vertente, a União Soviética, com papel coadjuvante pelo motivo de envolvimento direto com a expulsão das tropas alemã de seu território, o país não se envolveu diretamente com os esforços anglo-americanos de reorganização capitalista através da representatividade na participação nas Nações Unidas (1945) e à formação do Fundo Monetário Internacional. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">È ressaltado também os interesses de reordenamento geopolítico atentos aos balanços de poder e zonas de influencia. A Inglaterra de Churchill já anunciava a necessidade de alinhamento da economia norte-americana e a diplomacia inglesa para o combate ao expansionismo soviético, mas só a partir de março de 1947 que Tomam e seu famoso discurso de março anunciaria oficialmente a bipolarização do mundo “entre dois sistemas incompatíveis”.</span><a name="_ftnref1" href="http://stormblast.wordpress.com/wp-admin/#_ftn1"><span class="MsoFootnoteReference"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:12pt;font-family:&quot;">[1]</span></span></span></span></a><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> O que os autores ressaltam é uma incompatibilidade maior entre Churchill contra o expansionismo soviético do que norte-americano por Roosevelt alegam, por exemplo, o sucesso diplomático do encontro em Teerã do qual Stalin saiu com muitas concessões e o resultado também revisto nos acordos de Postdam ao final da guerra, e as questões do Leste Europeu zona de influencia à qual Stalin estava mais diretamente interessa. O único ponto com que os autores discutem em relação às origens da guerra fria e a deteriorização das relações entre EUA e URSS sejam atribuídos à morte de Roosevelt (abril de 1945) e à ascensão de Truman à presidência para uma súbita e radical mudança na política externa norte-americana. </span></p>
<div id="attachment_91" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://stormblast.files.wordpress.com/2008/10/yalta_summit_1945_with_churchill_roosevelt_stalin3.jpg"><img class="size-large wp-image-91 " title="Churchill, Roosevelt e Stalin" src="http://stormblast.files.wordpress.com/2008/10/yalta_summit_1945_with_churchill_roosevelt_stalin3.jpg?w=500&#038;h=403" alt="" width="500" height="403" /></a><p class="wp-caption-text">Churchill, Roosevelt e Stalin</p></div>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Mostram o seguimento as linhas gerais traçadas por Roosevelt em termos econômicos de uma política mundial integrada através de fluxos de bens e capitais privados e como foros internacionais nos quais a União Soviética teria um construtivo papel a desempenhar (p.71). Mencionam também a postura dos conservadores perante a política rooseveltiana de certa ingenuidade quanto à questão de segurança nacional perante Stalin e a concessões dadas acerca de ordenamento geopolítico que teria alterado os fatos posteriormente, no entanto, sempre salvaguardando a frente de hegemonia norte-americana demonstrada tragicamente com as bombas de Hiroshima e Nagasaki em agosto de 1945. Abriram-se duas frentes contra a proposta norte-americana de internacionalização da economia via comercialização multilateral e livre convertibilidade das moedas levando em consideração o quadro econômico do pós guerra. A primeira interna, da parte de ampla representação no congresso norte-americana, mas que foi insuficiente diante da iminência da Guerra Fria; e o segundo ponto, principalmente encabeçado pela Inglaterra, sofreu reveses diante da ruína econômica européia no pós-guerra culminando no Plano Marshall que representaria o rompimento das resistências anteriormente referidas. O projeto de integração do capitalismo à escala internacional se dava pela diretriz da <em>livre convertibilidade</em> entre as moedas dos principais países.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">O quadro principal é demarcado pela esterilização do pensamento político através do maniqueísmo fruto da Guerra-fria, o projeto americano com êxito após os 15 anos de Bretton – Woods, no entanto com o advento de novos fluxos de capitais internacionais privados (ausentes desde a crise de 1929) marcariam as décadas subseqüentes de 60 e 70. Mais quinze anos, 1974, e o mundo estaria atrás de outra reorganização da ordem econômica mundial como fruto do sucesso do projeto norte-americano engendrado anteriormente, o aparecimento de fluxos europeus.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Pontos principais.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Dois ordenamentos de âmbito internacional da economia capitalista:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">O primeiro como resultado da segunda guerra mundial, através de encontros como Bretton – Woods e a proposta de livre convertibilidade das moedas e estruturação de influencia geo-política. A integração capitalista internacional culminada pelo plano de ajuda à Europa – Plano Marshall – e o começo de crises entre os anos 60 e 70, mediante novos fluxos de capitais privados antes ausentes culminando em outra reorganização do capitalismo nos idos de 1974.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">2.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">A influência norte-americana na América Latina nunca foi tão forte a partir do imediato pós-guerra e a configuração da geopolítica em termos de Guerra Fria. <span> </span>Os Estados Unidos constituíram praticamente a única fonte de capitais para os países latinos, de assistência técnica e militar e como apontado no texto, quase 60% das importações dos países latinos no triênio 1946-48 provinham dos EUA que em contrapartida absorvia quase metade das exportações. A exploração das rivalidades políticas exploradas pelo Brasil, Argentina e México nas décadas anteriores não tinham mais fontes. As representações nas Nações Unidas mostravam a zona de influencia norte-americana com relação à América Latina. É elencada, pois, as raízes históricas subjacentes dessas “relações especiais”. Doutrina Monroe datada de 1823. Doutrina aceita sem resistência pelas elites creolas em seu processo de independência política. Em 1904, a política é estendida pelo Big Stick, tendo como corolário a figura de Roosevelt (Theodore), por intervenção para evitar a interferência de outras potencias. Assim “o viés intervencionista dos EUA na América Latina se projetaria até o presente, embora mudasse sua aparente rationale: a Guerra Fria, em decidida escalada desde 1947, fez com que considerações de Segurança Nacional se tornassem os determinantes principais da política externa global dos Estados Unidos</span><a name="_ftnref2" href="http://stormblast.wordpress.com/wp-admin/#_ftn2"><span class="MsoFootnoteReference"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:12pt;font-family:&quot;">[2]</span></span></span></span></a><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">”.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">            </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Pontos Principais: Políticas externas dos Estados Unidos e histórico das doutrinas intervencionistas na América Latina culminando nas intervenções em nome de Segurança Nacional no contexto da Guerra Fria.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">O Caso do Brasil</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span>            </span>São ressaltados os fatores que levavam a considerar o Brasil como o país com mais expectativa com relação a essa cooperação, principalmente após a queda de Vargas. Posição não alcançada nem pela Argentina e México. As relações do Brasil com os EUA foram muito além dos esforços de guerra com a concessão de bases aéreas e navais no território nacional ou suprimento de matérias primas básicas assegurando preços estáveis durante o conflito e a atuação das forças brasileiras tentando expulsar as tropas alemãs do território italiano em 1944. O Brasil, como apontam, teria sido o primeiro país a participar das negociações de criação das instituições internacionais projetados para o mundo no pós-guerra. São assinados os Acordos de Washington por Souza Costa em 1942 que estreitam as relações entre EUA e Brasil já a partir do rompimento das relações com a Alemanha em 1939, a isto se segue um Governo democrático a partir de eleições e de uma constituição liberal em 1946 evidenciando tais aproximações.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span>            </span>Os autores ressaltam, contudo que estas “relações especiais” perante um quadro latino-americano do Brasil com os Estados Unidos eram assimétricas. Não no que diz respeito às obvias diferenças econômicas mais em relação às expectativas e percepções do relacionamento entre os dois países no pós-guerra. Mesmo com as relações já antevistas de Governo para Governo a luz do New Deal e Estadas Novo na colaboração dos esforços de guerra, que as elites militares e civis acreditavam prosseguir no imediato pós – guerra. Citam a missão Taub (1942) com o intuito de elevar a produção industrial brasileira com relação a norte americana através de investimentos destes. A missão Cooke (1943) com a substituição das importações por produção doméstica. E como afirmam os autores, naturalmente certos esforços norte americanos para com a industrialização do Brasil estavam ligados a esforços de guerra que tenderiam a diminuir com o término desta.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span>            </span>Um ponto que resumo tal trajetória é: “Com efeito, as vicissitudes da economia brasileira na década dos anos 30, de certa forma agravadas nos anos pós guerra, havia tornado progressivamente claro aos militares interessados em questão de segurança e desenvolvimento, bem como à reduzida parcela das elites brasileiras interessadas na diversificação da estrutura produtiva e na aceleração do ritmo de formação de capital na indústria e em infra-estrutura produtiva, que qualquer processo de transformação estrutural da economia brasileira requereria tanto um significativo grau de intervencionismo do Estado na vida econômica quanto uma expressiva contribuição da tecnologia e recursos externos, oficiais e/ou privados.” Segue a citação da criação por Vargas de uma Comissão de planejamento Econômico atrelado ao Conselho de Segurança Nacional, presentes Roberto Simonsen, Euvaldo Lodi, João Daudt D´Oliveira e San Tiago Dantas.</span></span><a name="_ftnref3" href="http://stormblast.wordpress.com/wp-admin/#_ftn3"><span class="MsoFootnoteReference"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:12pt;font-family:&quot;">[3]</span></span></span></span></a><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"> <strong><em>Daí segue-se que a maioria das questões políticas se dá pela forma e extensão de tais práticas bem como da participação do setor público na vida econômica.</em></strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span>            </span>Esta intervenção é apontada não como uma novidade, presente desde a &#8220;República Velha&#8221; com o intervencionismo na produção cafeeira, o que se tinha de nova era a tentativa de geração de capital fixo com diferenciação da estrutura produtiva da economia. Os autores ressaltam: “Não se tratava, portanto, apenas de induzir o setor privado, via “sinais de mercado” modificados e/ou intensificados pelos estímulos ou desestímulos governamentais, a se engajar em determinados programas de investimento. ”</span></span><a name="_ftnref4" href="http://stormblast.wordpress.com/wp-admin/#_ftn4"><span class="MsoFootnoteReference"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:12pt;font-family:&quot;">[4]</span></span></span></span></a><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> É demonstrada via citação a necessidade de articulação dos interesses de investimentos privados em uma ação coordenada pelo estado para desenvolvimento da indústria e diversas estruturações limitadas por prioridades, principalmente, quanto a setores energéticos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span>            </span>A conclusão dos autores segue que este fenômeno não tinha nada de brasileiro e seguia diretamente as tendências da economia mundial carreadas pelos aspectos do projeto norte-americano para o mundo no pós-guerra. Leia-se profunda descrença na ação dos empresários, de acordo com certa visão liberal, com norteio para oportunidades de investimentos em longo prazo ou a necessidade de assumir riscos a partir de novas iniciativas e a reduzir custos via elevação de produtividade e incorporação de novas tecnologias. Segue citação de Octávio Gouveia de Bulhões: </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">“Desde o inicio dos anos 40 e até o presente, tem insistido no fato de que o empresário freqüentemente julga preferível “alcançar um acréscimo de receita por meio de aumento de preços a consegui-lo em função do aumento de eficiência na produção” </span><a name="_ftnref5" href="http://stormblast.wordpress.com/wp-admin/#_ftn5"><span class="MsoFootnoteReference"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:12pt;font-family:&quot;">[5]</span></span></span></span></a></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Cronologia Sumária:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Governo Dutra</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<div style="border:windowtext 1pt solid;padding:1pt 4pt;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;padding:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">1945 – Surge a UDN, que lança a candidatura de Eduardo Gomes à sucessão presidencial. Surge o PSD, apoiando a candidatura de Eurico Gaspar Dutra à sucessão presidencial. Surge o PTB, sob a liderança de Vargas. Os militares exigem a renúncia de Vargas. Eleições presidenciais com a vitória do Gen. Dutra.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;padding:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">1946 – Instala-se a Assembléia Nacional Constituinte. È promulgada a 4ªConstituição da República (5ª Constituição Brasileira)</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;padding:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">1947 – É criado o Partido Socialista Brasileiro. O PCB tem seu registro eleitoral cassado. O Ministério do Trabalho intervém nos sindicatos e fecha a CGTB.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;padding:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">1948 – É cassado o mandato dos Deputados comunistas.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;padding:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">1949 – Cria-se uma comissão Mista Brasil – EUA chefiada por John Abbinck e Otávio Gouvêa de Bulhões. Seu objetivo é analisar a economia brasileira e traçar novas diretrizes para o país. É instalado o Conselho Nacional Econômico.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;padding:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">1950 – No “Manifesto de Agosto”, Prestes prega a Revolução para a libertação Nacional. Eleições presidências. Vitória de Getúlio Vargas (3-10).</span></p>
</div>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><strong><span style="font-size:11pt;"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">Cronologia dos Presidentes nos Estados Unidos da América</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">1929-1933: Herbert Hoover, republicano </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">1933-1945: Franklin Roosevelt, democrata </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">1945-1953: Harry Truman, democrata </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">1953-1961: Dwight Eisenhower, republicano </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">1961-1963: John F. Kennedy, democrata </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">1963-1969: Lyndon Johnson, democrata </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">1969-1974: Richard Nixon, republicano </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">1974-1977: Gerald Ford, republicano </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">1977-1981: Jimmy Carter, democrata </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">1981-1989: Ronald Reagan, republicano </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">1989-1993: George Bush, republicano </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">Cronologia dos Governos na União Soviética, secretário gerais do PUCS (Partido comunista Soviético)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;" lang="EN-US"><span style="font-family:Times New Roman;">1922 – 1924 <span> </span>Vladimir Lênin</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;" lang="EN-US"><span style="font-family:Times New Roman;">1924 – 1953 Josef Stalin</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;" lang="EN-US"><span style="font-family:Times New Roman;">1953 – 1964 Nikita Khrushchov</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;" lang="EN-US"><span style="font-family:Times New Roman;">1964 – 1982 Leonid Brezhnev</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;" lang="EN-US"><span style="font-family:Times New Roman;">1982 – 1983 Yuri Andropov</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;" lang="EN-US"><span style="font-family:Times New Roman;">1984 – 1985 Konstantin Tchernenko</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;" lang="EN-US"><span style="font-family:Times New Roman;">1985 – 1991 Mikhail Gorbachov</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;" lang="EN-US"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;" lang="EN-US"><span style="font-family:Times New Roman;">Cronologia dos Presidentes no Brasil</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11pt;" lang="EN-US"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">1922 – 1926 Artur Bernades </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">1926 – 1930 Washington Luís </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">1930 – 1945 Getúlio Vargas </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">1945 – 1946 José Linhares </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">1946 – 1951 Eurico Gaspar Dutra </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">1951-1954 Getúlio Vargas </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">1954-1956 Café Filho, Carlos Luz, Nereu Ramos </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">1956-1961 Juscelino Kubitschek </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">1961-<span>        </span><span> </span>Jânio Quadros </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">1961-1964 João Goulart </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">1964-1967 Humberto Castelo Branco </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">1967-1969 Arthur da Costa e Silva </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">1969-1974 Emílio Garrastazu Médici </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">1974-1979 Ernesto Geisel </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">1979-1985 João Baptista de Oliveira Figueiredo </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">1985- <span>        </span>Tancredo Neves (morreu antes de assumir) </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">1985 - 1990 José Sarney </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">1990 - 1992 Fernando Collor de Mello </span></p>
<div><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"></p>
<hr size="1" /></span></div>
<div id="ftn1">
<p class="MsoFootnoteText" style="margin:0;"><a name="_ftn1" href="http://stormblast.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref1"><span class="MsoFootnoteReference"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">[1]</span></span></span></span></a><span style="font-size:x-small;font-family:Times New Roman;"> Ver in História da Civilização Brasileira Vol. 11 p.70</span></p>
</div>
<div id="ftn2">
<p class="MsoFootnoteText" style="margin:0;"><a name="_ftn2" href="http://stormblast.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref2"><span class="MsoFootnoteReference"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">[2]</span></span></span></span></a><span style="font-size:x-small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span>  </span>História da Civilização Brasileira Vol. 11 p. 75</span></span></p>
</div>
<div id="ftn3">
<p class="MsoFootnoteText" style="margin:0;"><a name="_ftn3" href="http://stormblast.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref3"><span class="MsoFootnoteReference"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">[3]</span></span></span></span></a><span style="font-size:x-small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span>  </span>História Geral da Civilização Brasileira, Vol. 11, p. 77</span></span></p>
</div>
<div id="ftn4">
<p class="MsoFootnoteText" style="margin:0;"><a name="_ftn4" href="http://stormblast.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref4"><span class="MsoFootnoteReference"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">[4]</span></span></span></span></a><span style="font-size:x-small;font-family:Times New Roman;"> Op. Cit. p.78</span></p>
</div>
<div id="ftn5">
<p class="MsoFootnoteText" style="margin:0;"><a name="_ftn5" href="http://stormblast.wordpress.com/wp-admin/#_ftnref5"><span class="MsoFootnoteReference"><span><span class="MsoFootnoteReference"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">[5]</span></span></span></span></a><span style="font-size:x-small;font-family:Times New Roman;"> Op. Cit. p. 79 nota de rodapé</span></p>
</div>
</div>
&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/stormblast.wordpress.com/80/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/stormblast.wordpress.com/80/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/stormblast.wordpress.com/80/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/stormblast.wordpress.com/80/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/stormblast.wordpress.com/80/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/stormblast.wordpress.com/80/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/stormblast.wordpress.com/80/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/stormblast.wordpress.com/80/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/stormblast.wordpress.com/80/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/stormblast.wordpress.com/80/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=stormblast.wordpress.com&blog=3689654&post=80&subd=stormblast&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">História Geral da Civilização Brasileira</media:title>
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			<media:title type="html">Churchill, Roosevelt e Stalin</media:title>
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	</item>
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		<title>Repensar la Historia intelectual y leer texto*  Dominick Lacapra</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Oct 2008 02:08:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>stormblast</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[História]]></category>

		<category><![CDATA[História Intelectual]]></category>

		<category><![CDATA[Narrativa]]></category>

		<category><![CDATA[Teoria da História]]></category>

		<category><![CDATA[Texto]]></category>

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		<description><![CDATA[

 

 
Seminário
 
História Intelectual  
Repensar la Historia intelectual y leer texto*  Dominick Lacapra
 
Dominick LaCapra, Professor of History and Bowmar Professor of Human Studies and Comparative Literature in Cornell University -, is interested broadly in19 th and especially 20th century intellectual and cultural history and critical theory. He is the author of numerous books, whose titles speak to the [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><div></div>
<p><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"></p>
<div id="attachment_77" class="wp-caption alignnone" style="width: 141px"><a href="http://stormblast.files.wordpress.com/2008/10/lacapra20photo1.jpg"><img class="size-full wp-image-77" title="lacapra20photo1" src="http://stormblast.files.wordpress.com/2008/10/lacapra20photo1.jpg?w=131&#038;h=175" alt="Domick La Capra" width="131" height="175" /></a><p class="wp-caption-text">Dominick La Capra</p></div>
<p> </p>
<p></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Seminário</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">História Intelectual <span> </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Repensar la Historia intelectual y leer texto* <span> </span>Dominick Lacapra</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span lang="EN-US"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#000000;">Dominick LaCapra, Professor of History and Bowmar Professor of Human Studies and Comparative Literature in </span><span style="color:#000000;"><a href="http://www.cornell.edu/"><span style="color:#000000;text-decoration:none;">Cornell University</span></a></span></span></span><span style="color:#000000;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"> -, is interested broadly in19 th and especially 20th century intellectual and cultural history and critical theory. He is the author of numerous books, whose titles speak to the range of his interests: <em>Emile Durkheim: Sociologist and Philosopher </em>(1972); <em>A Preface to Sartre </em>(1978); <em>Madame Bovary on Trial </em>(1982); <em>Rethinking Intellectual History: Texts, Contexts, Language </em>(1983); <em>History &amp; Criticism </em>(1985); <em>History, Politics, and the Novel </em>(1987); <em>Soundings in Critical Theory </em>(1989); <em>Representing the Holocaust: History, Theory, Trauma </em>(1994); <em>History and Memory after Auschwitz </em>(1998); <em>History and Reading: Tocqueville, Foucault, French Studies </em>( 2000); <em>Writing History, Writing Trauma </em>( 2001), and <em>History in Transit: Experience, Identity, Critical Theory </em>(2004).<br />
His recent research has been in the area of trauma and Holocaust studies. He has also been examining problems related to historical understanding and the relation between history and literature.<br />
He teaches courses on aspects of modern European intellectual and cultural history (including the reading of classic texts), including critical theory, trauma studies, and fascism.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span lang="EN-US"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">El texto de Dominick LaCapra que se reproduce apareció originalmente bajo El título<span>     </span>“Rethinking Intellectual History and Reading Texts”, em “ History and Theory”, 1980, y fue reimpresso em Rethinking Intellectual History: Texts, contexts, language.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Comentário geral</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">A despeito do problema que a representação teve no seio das ciências humanas nas ultimas décadas, seus desdobramentos a partir do debate da narrativa, que não somente esteticamente (a questão das formas de apresentação) de um lado, o texto de Dominick LaCapra assume diante da questão  implicações metodológicas e de síntese. Por exemplo, de outro lado, como quer a micro-história, colocar a existência de um contexto histórico independente da articulação cognitiva (Danto e Mink) que a narrativa e a pesquisa histórica possam dar, ou sobre o aspecto do caráter meramente representacional e ficcional da narrativa histórica a partir das críticas narrativistas como a de Ankersmit.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;"><span> </span>O texto de La Capra sintetiza as questões e posições acima através de uma proposta metodológica que subverte noções corriqueiras como as relações sujeito/objeto, linguagem e mundo, internalidade e externalidade, discurso e realidade <span> </span>colocando <span> </span>uma perspectiva relacional, cujos protagonistas são texto e contexto se desdobrando para</span><span style="font-size:10pt;"> </span><span style="font-size:small;">vida/obra,<span>  </span>autor/produção entre outros. <span> </span>Esses pontos dão origem a questão da recepção, a necessidade de uma História da leitura, cara à proposta de Chartier, que não aparece do nada. Como um exemplo aqui fica claro à luz da problematização de outra perspectiva como o modelo de interpretação proposto por La Capra.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> A </span><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">problematização de LaCapra parte de questões metodológicas da história intelectual, de uma necessidade premente de responder questões como o que se faz quando se faz história intelectual e por quê se faz. Já de antemão anuncia-se uma perspectiva crítica visto que não se parte da explicação teórica de fundamentação de um campo. Até porque, para LaCapra, a história intelectual assume uma função transdiciplinar e não como mera função, como exemplo dado de uma história social, mesmo que está em relação às funções anteriormente dadas a disciplina como de caráter introdutória a certos assuntos assuma uma função melhor localizada. À essa função transdisciplinar o autor caracteriza a disciplina em sua “especificidade relativa”. (p.239,1985)</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">O primeiro ataque a dualismos esvaziantes se dá à separação entre história interna, as idéias por elas mesmas, o autor pelo autor, e a perspectiva externalista no qual o contexto determina a investigação. Nas palavras do autor, às primeiras as idéias e a segunda os homens e as idéias.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Para maior riqueza de problematizações o autor propõe, por exemplo, a aproximação com outras disciplinas que se põem em frente aos problemas de interpretação; como a crítica literária e a filosofia. A problematização colocada pelo autor é a de como ler “grandes textos” e assim formular o problema da relação entre estes textos com diversos contextos pertinentes.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:small;">Diante das reduções a que os textos são colocados a proposta vai se encaminhando para a transformação do próprio texto enquanto objeto de pesquisa em detrimento de colocá-lo como um testemunho, documento, artefato instrumentalizado para a reconstituição de um determinado período histórico. Tal postura, apontada como um positivismo empobrece as inúmeras dimensões colocadas desde que se tome o texto como um problema. A referencia do autor a tal problema é tratada por uma concepção documental da compreensão histórica para uma proposta de uma concepção dialógica. (Compreensão histórica para o autor está mais para a possibilidade do historiador em conseguir traçar um dialogo entre o presente e o passado com isso se inserido na própria investigação, ou seja, historicizar-se, suplantando outra dicotomia atacada, a do sujeito e objeto.)Essa concepção dialógica pressupõe- uma interelação entre o próximo e o distante levando às implicações metodológicas. Isto é, uma não “forçasão de barra” em tornar o familiar o que não é atitude da qual se resulta o anacronismo. Daí parafrasear Heidegger e sua noção “pensar o impensado”, procurar os silêncios dos textos como caminho de investigação. Nos dizeres de Bariani: “</span><span style="font-size:10pt;">A relação dialogal entre o historiador e o ‘objeto’ de estudo traz à tona a função de seleção, julgamento, estilização, ironia, paródia, autoparódia e polêmica no uso que aquele faz da linguagem, ela própria uma prática significante que está conectada a outras práticas significantes na vida humana.”</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Sobre a relação do dentro e fora, que também diz respeito à internalidade e externalidade o autor coloca que esta implicada a relação entre “linguagem” e “mundo”, sua definição é que o “mundo” é “textualizado” haja vista que em perspectiva critica, interpretar o mundo é alterá-lo e não simplesmente interpretá-lo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">A via de acesso a realidade dos historiadores são fragmentos textualizados, assim a posição do historiador não é única, e todas as definições da realidade então comprometidas em processos textuais.<span>  </span>Entender estes processos é fundamental.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">O problema a seguir é tratado sobre reconstrução documental e o dialogo com o passado via a consideração de uma grande tradição mais isto pressupõe prestar uma especial atenção a produção dos “Canon”. O que faz de uma obra um clássico, várias são as perguntas colocadas pelo autor, fazendo crítica a visão etnocêntrica de tratar apenas como textos tradições escritas e excluir outras tradições e culturas. Entretanto o autor evidencia o descompasso de algumas obras aparecem como clássicas e por isso mesmo perderem sua significação particular. O autor aborda estas questões a partir de uma distinção entre o que El chama de caráter documental e do “ser-obra”. A primeira caracterização diz respeito de que o documental situa o texto em dimensões fáticas ou literais que implicam referencia a realidade empírica e transmitem informação sobre ela. Enquanto o “ser-obra” complementa a realidade empírica com agregados. Elementos que contemplam a interpretação e a imaginação. O “ser-obra” é crítico e transformador, porque desconstrói e reconstrói o dado trazendo ao mundo um transformação significativa. Fazendo o exemplo que enquanto o documentário assinala uma diferença o “ser-obra” constitui uma. Isto me remete a própria historiografia é pode levar a critérios de diferenciação de uma boa historiografia para uma historiografia normal é aquela que fica. Algo bastante pós-moderno no que diz respeito de que o melhor não é o diferente, todos nós somos, o melhor implica fazer a diferença! Mas em termos de analise estes aspectos são simultâneos em qualquer texto. A partir destes problemas é que o autor propõe uma história intelectual como uma história dos textos e seguem-se daí seis outros problemas como feitos na história tradicional e outros enfoques sugeridos pelo autor: A relação entre as intenções do autor e o texto, a relação entre a vida do autor e o texto, a relação entre a sociedade e os textos, a relação entre a cultura e os textos, a relação entre um texto e um corpus de texto de um escritor e, por último, a relação entre os modos de discurso e textos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">A RELAÇÃO ENTRE AS INTENÇÕES DO AUTOR E O TEXTO</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">A primeira caracterização do autor é quanto às teorias dos atos de fala, a necessidade de se captar a intenção do autor ao fazer o texto. No entanto, tal postura, acusa o autor, de levar a opinião extrema de que a partir da enunciação se está deduzindo o significado das intenções do autor ao fazer seus escritos. A posição de Quentin Skinner que defendia com vigor que o objeto da história intelectual deveria ser o estudo do que os autores pretendiam dizer em contextos históricos e situações comunicativas diferentes. (Uma defesa da intenção autoral como o elemento que proporciona um critério de interpretação válida.). as criticas são dirigidas são ao problema do impedimento da relação entre intenções além da incluída auto-impugnação. A questão é que esta intencionalidade não considera a expropriação da tradição do autor já que seu texto é passado a domínio publico. O autor coloca que as diferenças básicas<span>  </span>nas interpretações<span>  </span>( o modo do discurso) poucas vezes giram, em torno de simples questões de faro – e que em certos níveis essas diferenças podem ter um valor não integralmente subordinado ao ideal de consenso na interpretação. Posto que seja possível que se relacionem com processos de impugnação que tem um papel crítico no presente e que tem como objetivo conservar de alguma forma um contexto social qualquer.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:-18pt;text-align:justify;margin:0 0 0 71.4pt;"><span style="font-family:Symbol;"><span><span style="font-size:small;">·</span><span style="font-family:&quot;">        </span></span></span><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Internalidade<span>  </span>e externalidade </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:-18pt;text-align:justify;margin:0 0 0 71.4pt;"><span style="font-family:Symbol;"><span><span style="font-size:small;">·</span><span style="font-family:&quot;">        </span></span></span><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">História intelectual como método. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:-18pt;text-align:justify;margin:0 0 0 71.4pt;"><span style="font-family:Symbol;"><span><span style="font-size:small;">·</span><span style="font-family:&quot;">        </span></span></span><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">O problema da tradição e colocar a relação entre textos e seus diversos contextos pertinentes</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:-18pt;text-align:justify;margin:0 0 0 71.4pt;"><span style="font-family:Symbol;"><span><span style="font-size:small;">·</span><span style="font-family:&quot;">        </span></span></span><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Transformação do texto em problema</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:-18pt;text-align:justify;margin:0 0 0 71.4pt;"><span style="font-family:Symbol;"><span><span style="font-size:small;">·</span><span style="font-family:&quot;">        </span></span></span><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Crítica a concepção documental da compreensão histórica.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:-18pt;text-align:justify;margin:0 0 0 71.4pt;"><span style="font-family:Symbol;"><span><span style="font-size:small;">·</span><span style="font-family:&quot;">        </span></span></span><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Proposta de uma concepção dialógica</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:-18pt;text-align:justify;margin:0 0 0 71.4pt;"><span style="font-family:Symbol;"><span><span style="font-size:small;">·</span><span style="font-family:&quot;">        </span></span></span><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Proximidade e distanciamento</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:-18pt;text-align:justify;margin:0 0 0 71.4pt;"><span style="font-family:Symbol;"><span><span style="font-size:small;">·</span><span style="font-family:&quot;">        </span></span></span><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Inserção do pesquisador como construtor de contextos</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:-18pt;text-align:justify;margin:0 0 0 71.4pt;"><span style="font-family:Symbol;"><span><span style="font-size:small;">·</span><span style="font-family:&quot;">        </span></span></span><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">O aspecto estilístico como uma prática significante.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:-18pt;text-align:justify;margin:0 0 0 71.4pt;"><span style="font-family:Symbol;"><span><span style="font-size:small;">·</span><span style="font-family:&quot;">        </span></span></span><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Linguagem e mundo</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:-18pt;text-align:justify;margin:0 0 0 71.4pt;"><span style="font-family:Symbol;"><span><span style="font-size:small;">·</span><span style="font-family:&quot;">        </span></span></span><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Outras artes e a tarefa de traduzi-las (Lembrar do exemplo do Palavra a da nova função do gramático. De orientador e não de dono da verdade)</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:-18pt;text-align:justify;margin:0 0 0 71.4pt;"><span style="font-family:Symbol;"><span><span style="font-size:small;">·</span><span style="font-family:&quot;">        </span></span></span><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Os processos textuais são a via do historiador à “realidade”</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:-18pt;text-align:justify;margin:0 0 0 71.4pt;"><span style="font-family:Symbol;"><span><span style="font-size:small;">·</span><span style="font-family:&quot;">        </span></span></span><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Reconstrução documental e dialogo com o passado</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:-18pt;text-align:justify;margin:0 0 0 71.4pt;"><span style="font-family:Symbol;"><span><span style="font-size:small;">·</span><span style="font-family:&quot;">        </span></span></span><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Problematização da produção dos Canon</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:-18pt;text-align:justify;margin:0 0 0 71.4pt;"><span style="font-family:Symbol;"><span><span style="font-size:small;">·</span><span style="font-family:&quot;">        </span></span></span><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Caráter documental e “ser-obra”</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:-18pt;text-align:justify;margin:0 0 0 71.4pt;"><span style="font-family:Symbol;"><span><span style="font-size:small;">·</span><span style="font-family:&quot;">        </span></span></span><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">A História intelectual como uma história do texto</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:-18pt;text-align:justify;margin:0 0 0 71.4pt;"><span style="font-family:Symbol;"><span><span style="font-size:small;">·</span><span style="font-family:&quot;">        </span></span></span><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Problemas de abordagens</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:-18pt;text-align:justify;margin:0 0 0 71.4pt;"><span style="font-family:Symbol;"><span><span style="font-size:small;">·</span><span style="font-family:&quot;">        </span></span></span><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">A relação entre intenção do autor e texto e as teorias dos atos de fala.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:-18pt;text-align:justify;margin:0 0 0 71.4pt;"><span style="font-family:Symbol;"><span><span style="font-size:small;">·</span><span style="font-family:&quot;">        </span></span></span><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">A relação entre a vida do autor e o texto</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 0 53.4pt;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/stormblast.wordpress.com/75/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/stormblast.wordpress.com/75/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/stormblast.wordpress.com/75/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/stormblast.wordpress.com/75/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/stormblast.wordpress.com/75/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/stormblast.wordpress.com/75/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/stormblast.wordpress.com/75/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/stormblast.wordpress.com/75/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/stormblast.wordpress.com/75/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/stormblast.wordpress.com/75/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=stormblast.wordpress.com&blog=3689654&post=75&subd=stormblast&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>“A Era Vargas (1930 – 1945)” Brasil: De Getúlio a Castelo de Thomas Skidmore.</title>
		<link>http://stormblast.wordpress.com/2008/09/15/%e2%80%9ca-era-vargas-1930-%e2%80%93-1945%e2%80%9d-brasil-de-getulio-a-castelo-de-thomas-skidmore/</link>
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		<pubDate>Mon, 15 Sep 2008 04:11:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>stormblast</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[História]]></category>

		<category><![CDATA[Revolução de 30]]></category>

		<category><![CDATA[Thomas Skidmore]]></category>

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Professor of Modern Latin American History and Portuguese and Brazilian Studies Emeritus
 
Thomas E. Skidmore is considered a leading interpreter of Brazil in the United States, and the author, co-author, or editor of nine books and numerous scholarly articles. He received his M.A. in philosophy, politics, and economics from Oxford University and his Ph.D. in modern [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;">
<div></div>
<p><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><strong></strong></p>
<div><strong></strong></div>
<div><strong></strong></div>
<p><strong></p>
<div id="attachment_67" class="wp-caption alignleft" style="width: 213px"><a href="http://stormblast.files.wordpress.com/2008/09/20061004202648thomas_skidmore203.jpg"><img class="size-full wp-image-67" title="20061004202648thomas_skidmore203" src="http://stormblast.files.wordpress.com/2008/09/20061004202648thomas_skidmore203.jpg?w=203&#038;h=152" alt="Thomas Elliot Skidmore" width="203" height="152" /></a><p class="wp-caption-text">Thomas Elliot Skidmore</p></div>
<p> </p>
<p> </p>
<p></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="color:#333333;font-family:Arial;">Professor of Modern Latin American History and Portuguese and Brazilian Studies Emeritus</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span lang="EN-US"><strong> </strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="vertical-align:top;text-align:justify;margin:0;"><span><strong>Thomas E. Skidmore</strong> is considered a leading interpreter of Brazil in the United States, and the author, co-author, or editor of nine books and numerous scholarly articles. He received his M.A. in philosophy, politics, and economics from Oxford University and his Ph.D. in modern European history from Harvard University. The second edition of his most recent book, <em><span style="font-family:Arial;">Brazil: Five Centuries of Change </span></em>(</span><span style="font-size:9pt;color:#333333;font-family:Arial;"><a href="http://www.oup.com/"><span lang="EN-US"><span style="color:#660000;">Oxford University Press</span></span></a></span><span style="font-size:9pt;color:#333333;font-family:Arial;">) is forthcoming in 2008. Three of his books<em><span style="font-family:Arial;">Politics in Brazil 1930–1964: An Experiment in Democracy</span></em> (Oxford University Press, 1967), <em><span style="font-family:Arial;">Black Into White: Race and Nationality in Brazilian Thought</span></em> (Oxford University Press, 1974), and <em><span style="font-family:Arial;">The Politics of Military Rule in Brazil: 1964-1985</span></em> (1988)are acknowledged classics in the field of modern Brazilian history and academic bestsellers in the United States, Brazil, and Europe. Other recent publications include <em><span style="font-family:Arial;">Television, Politics, and the Transition to Democracy in Latin America</span></em> (Johns Hopkins University Press, 1993, ed.) and <em><span style="font-family:Arial;">Modern Latin America</span></em> (Oxford University Press, 1984, with Peter H. Smith). Skidmore is co-editor of the <em><span style="font-family:Arial;">Cambridge Encyclopedia of Latin America and the Caribbean</span></em> (Cambridge University Press, 1985), and is on the editorial board of <em><span style="font-family:Arial;">The Journal of Interdisciplinary History.</span></em> He has served as oresident of the Latin American Studies Association and of the New England Council of </span><span style="font-size:9pt;color:#333333;font-family:Arial;">Latin American Studies. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="vertical-align:top;text-align:justify;margin:0;"><span style="color:#333333;font-family:Arial;"><a href="http://stormblast.files.wordpress.com/2008/09/img2.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-73" title="Livro Skidmore" src="http://stormblast.files.wordpress.com/2008/09/img2.jpg?w=109&#038;h=166" alt="" width="109" height="166" /></a></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><strong> </strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><strong><a href="http://stormblast.files.wordpress.com/2008/09/img.jpg"></a></strong></p>
<div></div>
<p><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><strong><a href="http://stormblast.files.wordpress.com/2008/09/img2.jpg"></a></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><strong><a href="http://stormblast.files.wordpress.com/2008/09/img2.jpg"></a></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><strong>A Revolução de 30</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"> <a href="http://stormblast.files.wordpress.com/2008/09/washingtonluis.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-65" title="washingtonluis" src="http://stormblast.files.wordpress.com/2008/09/washingtonluis.jpg?w=300&#038;h=391" alt="" width="300" height="391" /></a></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;">
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.45pt;line-height:150%;text-align:justify;margin:0;">A posse de Getúlio Vargas em novembro de 1930 pode ser caracterizada como um golpe pelo motivo de que foi a tomada armada de um líder civil em um movimento de oposição quando os militares mais graduados haviam deposto Washington Luis (1926-1930) mesmo a despeito do resultado favorável nas eleições para Julio Prestes no qual Getúlio Vargas havia sido derrotado. Skidmore ressalta que, pela primeira vez desde a Proclamação da Republica, o candidato do “governo” não conseguiu tomar posse. Isto não significava tranqüilidade nas eleições da República Velha (1889 – 1930), ao contrário, a presidência da republica era encarada como o premio de uma profunda disputa política visto que pela constituição de 1891 o presidente estava proibido de ser reeleito. A escolha do candidato vencedor era feita previamente mediante jogos políticos intra-partidários e uma vez acertada, as maquinas eleitorais estaduais tinham relativamente facilidade na manipulação dos resultados. Desta forma, com o apoio dos lideres políticos de um numero de suficiente de Estados era possível assegurar a maioria eleitoral. O candidato indicado, amparado pelo regime vigente, não temia a derrota. <span> </span>Ainda havia o filtro na eleição municipal a partir dos “currais eleitorais” sob tutela dos coronéis. Skidmore já aponta para a época o declínio do sistema de controle político do coronelismo patriarcalista resultado de mudanças econômicas que minavam a tradicional estrutura econômica do atrasado interior brasileiro, no entanto ainda era um fator a ser considerado nas eleições de 1929.<a href="http://stormblast.files.wordpress.com/2008/09/ministeriowashignton.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-57" title="Washigton Luis e seu Ministério" src="http://stormblast.files.wordpress.com/2008/09/ministeriowashignton.jpg?w=300&#038;h=240" alt="" width="300" height="240" /></a></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.45pt;line-height:150%;text-align:justify;margin:0;">O candidato apoiado por Washington Luis – Luis Carlos Prestes –, ambos de São Paulo, recebeu de acordo com as fontes 1.091.709 dos 1.890.524 votos válidos nas eleições de 30. O contestamento dos resultados partiu da oposição sob a égide da Aliança Liberal que tinha também o apoio de lideres políticos de Minas Gerais e Rio Grande do Sul indignados com a perspectiva da política paulista de prolongar seu governo. O caso já fora visto em 1910 e 1922, no entanto os fatos nesta ocasião não ficaram em termo de retórica apenas. Em 30 de maio, Getulio Vargas lançou um manifesto e algumas semanas depois das eleições jovens aliaram-se ao golpe, entre eles, Oswaldo Aranha e Lindolfo Collor, que estavam em contato com lideres descontentes da Aliança Liberal, em Minas e na Paraíba. Há a menção dos patriarcas políticos do Rio Grande do Sul (Borges de Medeiros) e de Minas Gerais (Antonio Carlos) só que como mais cautelosos quanto à Revolução. Skidmore diz que como um nem o outro queria começar a revolta – pois no contexto prevalecia o próprio argumento expresso na fala de Julio Prestes a respeito de mudanças “nossos hábitos e costumes políticos poderiam ter lugar dentro da ordem e do regime” preocupação de todos os políticos da época por mais que tivessem insatisfeitos com resultados.<a href="http://stormblast.files.wordpress.com/2008/09/antoniocarlosrecorte1.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-64" title="antoniocarlosrecorte1" src="http://stormblast.files.wordpress.com/2008/09/antoniocarlosrecorte1.jpg" alt="Governador Antônio Carlos" /></a><a href="http://stormblast.files.wordpress.com/2008/09/antoniocarlosrecorte.jpg"></a></p>
<div></div>
<p><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;">
<div></div>
<p><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;">
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.45pt;line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"> <span> </span>De modo que o acontecimento que catalisou a Revolta da oposição foi o assassinato do ex-candidato à vice-presidência, João Pessoa, da Paraíba. Morreu em 26 de julho assassinado pelas mãos de um filho de um inimigo local. Nada de atípico dentro do conturbado cenário político nordestino entre brigas de famílias locais. O agravante foi o apoio de Washington Luis à família do assassino.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.45pt;line-height:150%;text-align:justify;margin:0;">O movimento de revolta foi organizado na forma de um quartel-general sob comando do Coronel Goés Monteiro e a data da revolta foi marcada para três de outubro. A revolta teve o apoio dos tenentistas. A Aliança dos Estados ia minando o poder de Washington Luis a ponto de este perder o comando militar do governo. E considera-se o fato de que em relação a apoio a Washington Luis: “Ninguém desejava que seu filho vestisse uma farda e fosse morrer na linha de frente por um homem tão francamente divorciado dos interesses coletivos. (Skidmore p. 24)</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.45pt;line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span> </span>Diante da revolução iminente parte dos militares interveio com o pedido de fazer com que o presidente renunciasse, solicitação tida como em vão diante da recusa do presidente a proposta. Apenas depois que Cardeal Leme do Rio de Janeiro convenceu o presidente de que sua posição estava perdida e que deveria renunciar a sua pretensão de empossar Julio Prestes em novembro.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.45pt;line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"> <a href="http://stormblast.files.wordpress.com/2008/09/cardealleme.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-58" title="Cardeal Leme" src="http://stormblast.files.wordpress.com/2008/09/cardealleme.jpg" alt="" width="161" height="206" /></a></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.45pt;line-height:150%;text-align:justify;margin:0;">Com isto governou uma junta militar por dez dias até empossar Getulio Vargas em três de novembro. Skidmore chama à atenção para o fato de que, como na transição do Império para a República em 1889, os militares superiores assumiram a transição, no momento crítico, que então transferem o poder para novos quadros de políticos civis a favor da ordem. Em 1930, os comandantes do Exercito e da Marinha encontraram-se colocados numa posição que se deveria torna-se cada vez mais familiar na subseqüente história do Brasil: o papel de arbitro final da política interna. (Skidmore, p. 25)</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.45pt;line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.45pt;line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><a href="http://stormblast.files.wordpress.com/2008/09/fuga.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-59" title="Fuga" src="http://stormblast.files.wordpress.com/2008/09/fuga.jpg?w=300" alt="" width="300" height="201" /></a><a href="http://stormblast.files.wordpress.com/2008/09/cardealleme.jpg"></a></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.45pt;line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.45pt;line-height:150%;text-align:justify;margin:0;">A tomada do poder por Vargas ficou conhecida como a Revolução de 30, pelo menos em termos políticos e a caracterização do autor do período é que “na década e meia depois de Vargas ter assumido o poder, praticamente todas as características do sistema político e da estrutura administrativa foram objeto de zelo reformista” (Skidmore, p. 25). Argumenta então que a Revolução vista da perspectiva de 1930 seria apenas mais um fato político da luta entre as elites por posições no governo, mas ressalta que as reformas oriundas da Revolução de 30 afetaram estruturalmente a dinâmica das relações políticas de até então e que acompanharam também fatores externos como a conjuntura da economia mundial, bem como das relações sociais com a emergência de um projeto de industrialização e do aparecimento de novos atores na política. Segundo o autor, são dois os fatores que distinguiram a Revolução de 30, como tratada anteriormente: O primeiro, a antiga República desabou sobre o peso de suas disputas internas e de fatores econômicos de ordem mundial e o segundo reflete uma revisão profunda do sistema político anterior.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.45pt;line-height:150%;text-align:justify;margin:0;">Havia uma perspectiva que tomava as mudanças como meramente formais em termos de alterações na constituição, no mais exato sentido jurídico, ou, os que desejavam uma mudança mais profunda nas relações sociais e no sistema político, abrangendo uma reorganização nacional. Tais perspectivas traduziam um desejo de novas formas de experimentação política. O esforço resultou segundo os destaques de Skidmore em sete anos de agitada improvisação que incluíram uma revolta regionalista em São Paulo (A Revolução Constitucionalista de 1932), uma nova constituição (A constituição de 1934), um movimento de frente popular (O Movimento da Aliança Nacional Libertadora), um movimento fascista (A Ação Integralista Brasileira) e uma tentativa de golpe comunista (Intentona Comunista). Culminando, o Brasil exausto, na experimentação política e antidemocrática com oito anos de regime autoritário a partir de 1937, o Estado Novo.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.45pt;line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.45pt;line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><a href="http://stormblast.files.wordpress.com/2008/09/getuliovargas.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-60" title="getuliovargas" src="http://stormblast.files.wordpress.com/2008/09/getuliovargas.jpg" alt="" width="229" height="341" /></a></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;margin:0;"> </p>
<div style="border:windowtext 1pt solid;padding:1pt 4pt;">
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;padding:0;">Getulio, Golpe, Washington Luis, Coronelismo, Eleições Estaduais, Sucessão presidencial, aliança entre os estados, Política do Café com Leite, João Pessoa, Revolta G, MG, PR, A presença dos Militares, Transição em períodos críticos, Ordem, A externalidade de outros fatores, alteração do sistema político, Revolução Constitucionalista de 32, ANL, AIB, Intentona Comunista, Plano Cohen, Golpe do Estado Novo de 1937.</p>
</div>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<p> </p>
<p> </p>
<p> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"> </p>
<p> </p>
<p> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"> </p>
<p> </p>
<p> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"> </p>
<p> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"> </p>
<p> </p>
<p> </p>
<p> </p>
<p></span></p>
<p></span></p>
<p></span></p>
<p></span></p>
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		<title>Durkheim e Mauss: Algumas Formas Primitivas de Classificação</title>
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		<pubDate>Sat, 16 Aug 2008 05:41:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>stormblast</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Antropologia]]></category>

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		<category><![CDATA[Animismo]]></category>

		<category><![CDATA[Formas de classificação]]></category>

		<category><![CDATA[Representações coletivas]]></category>

		<category><![CDATA[Totemismo]]></category>

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		<description><![CDATA[ 
 
 
 

 
 
 
 
 
 
 
Algumas Formas Primitivas de Classificação 
Contribuição para o Estudo das Representações Coletivas (1903) 
 
Durkheim e Mauss
 
 
 
Introdução
 
 
“&#8230; the concept is related to the classical antropological notions of ‘totemism’ and ‘animism’. Totemism in Levi–Strauss formulation (1966), refers to an intellectual system of classifying social units on the basis of the classification of natural species. As such, totemism [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"><a href="http://stormblast.files.wordpress.com/2008/08/quetz11.jpg"><img class="size-medium wp-image-43 aligncenter" src="http://stormblast.files.wordpress.com/2008/08/quetz11.jpg?w=300&#038;h=212" alt="" width="300" height="212" /></a></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Algumas Formas Primitivas de Classificação </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Contribuição para o Estudo das Representações Coletivas (1903)<strong> </strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:right;margin:0;" align="right"><strong><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:right;margin:0;" align="right"><strong><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Durkheim e Mauss</span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Introdução</span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> <a href="http://stormblast.files.wordpress.com/2008/08/200px-totempfahl1.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-42" src="http://stormblast.files.wordpress.com/2008/08/200px-totempfahl1.jpg?w=186&#038;h=300" alt="" width="186" height="300" /></a></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 0 189pt;"><em><span lang="EN-US"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">“&#8230; the concept is related to the classical antropological notions of ‘totemism’ and ‘animism’. Totemism in Levi–Strauss formulation (1966), refers to an intellectual system of classifying social units on the basis of the classification of natural species. As such, totemism thus exploits observable discontinuities in nature to confer a conceptual order on society. Animism, as Descola (1992) has pointed out, may in significant respects be considered the symmetrical inverse of totemism: a mode of conceptually organizing the relationship between human beings and natural species on the basis of the social classification. Animic systems endow natural beings with human dispositions and social attributes with ‘culture’ – habits, rituals, songs, and dances of their own. If totemic system model society after nature, then animic systems model nature after society.”</span></span></span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 0 189pt;"><em><span lang="EN-US"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 0 189pt;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><em><span lang="EN-US">Kaj </span></em><em><span lang="EN">Århem </span></em><em><span style="font-family:TimesNewRoman;">In: </span></em></span><em><span style="font-family:TimesNewRoman,Italic;">Nature and Society</span></em><span style="font-family:Times New Roman;"><em><span style="font-family:TimesNewRoman;">, P. Descola e G. Pálsson, eds., págs 25-44. Londres: Routledge.</span></em><em></em></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><em><span lang="EN-US"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><em><span lang="EN-US"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><em><span lang="EN-US"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span lang="EN-US">Tanto o pensamento quan</span>to suas representações, no que diz respeito às faculdades lógicas, longe de ser um processo individual como quer evidenciar a psicologia contemporânea, são tributários, antes de tudo, de uma multiplicidade de elementos. Durkheim coloca-se contra a opinião de que o processo de surgimento das faculdades lógicas depende unicamente da psicologia individual. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"><span lang="EN-US"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><a href="http://stormblast.files.wordpress.com/2008/08/mauss.jpg"><img class="size-medium wp-image-39 alignleft" src="http://stormblast.files.wordpress.com/2008/08/mauss.jpg?w=206&#038;h=300" alt="" width="206" height="300" /></a></span></span></span>Desta forma, o pensamento cientifico, as faculdades mentais podem ser entendidos sob o prisma da sociologia por suas referências estarem ligadas a verdadeiras instituições sociais, Durkheim chama essas observações de <em>função classificadora</em>.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">A função classificadora pode ser definida como feito pelos lógicos e psicólogos, como uma faculdade inata, instituída unicamente pelo individuo. Tal posição é contestada, pois o procedimento que consiste em classificar seres, os acontecimentos, os fatos do mundo em gênero e espécies, bem como as relações entre estes elementos, é de outra ordem. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Durkheim apresenta então uma crítica à apresentação da classificação como um produto da atividade individual.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">“Pág. 400. Os lógicos consideram a hierarquia dos conceitos como dada nas coisas, e imediatamente exprimível pela cadeia imposta de silogismos”. Já os psicólogos colocam que a função classificadora se dá pelo simples jogo de associação de idéias ou a partir de leis de contigüidade.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">A maneira pela qual a entendemos e a praticamos é relativamente recente.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Mostrar a proposição de Aristóteles de que existem diferenças específicas (e isto não é o conceito?) que demonstrou que não havia passagem de um gênero ao outro.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Aponta essa chamada função classificadora pelo modo como a praticamos e entendemos recentemente em Platão percebida de maneira menor em relação a Aristóteles, Platão entendia que os gêneros eram em certo sentido homogêneos e podiam ser reduzidos uns aos outros pela dialética. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Isto posto pode-se concluir que esta noção atual de classificação tem uma história, bem como uma considerável pré-história. O pensamento mítico e o científico, distante cronologicamente. Ainda postulando o estado de indistinção de onde partiu o gênero humano. A noção de sobrevivência destas indistinções; nos mitos, contos e no folclore, nas religiões exemplificando com o dogma cristão da transubstanciação para provar sua generalidade.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">A organização das coisas em classe e gênero não é caudatária de um estado pré-definido de relações conceituais e sim de um estado de indistinção de onde partiu o gênero humano como exemplificado pelos mitos. Assim, a noção atual de classificação tem uma história, mas esta mesma história supõe uma pré-história. Distinções entre este tipo de pensamento que o autor chama de mentalidade, e que nas sociedades européias de hoje só existem em estados de sobrevivências.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span>            </span>Colocado a distinção que pode se tida como arbitraria também, na questão de conseguir analisar a especificidade das coisas, estabelece que não haja passagem direta de um gênero ao outro para ser ter um critério de evolução. <span> </span>Durkheim exemplifica através do que os alemães chamam de <em>naturvolke</em>r, para acrescentar exemplos de indistinções entre<span>  </span>individuo e personalidade, nome e pessoa, e etc.. mostrando que a indistinção leva a uma identificação de um gênero com outro que na lógica do autor são coisas totalmente diferentes que o homem assume os caracteres da coisa ou do animal com qual esta relação é sugerida</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Sobre as crenças mágicas ou ciência primitiva: “Ora, o que elas supõem é a crença na transformação possível das coisas mais heterogêneas umas nas outras e, por conseguinte, a ausência mais ou menos completa de conceitos definidos.” Pág. 401 O ponto é a indistinção conceitual.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">A indiferenciação dos homens e seu totem e se não há indiferenciação entre os homens isto também se dá com as coisas. “Há entre as coisas, afirma os autores, não somente entre o signo e o objeto, o nome e a pessoa, os lugares e os habitantes, uma indiferenciação completa.” Pág. 403</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">A abertura para o acumulo de atributos do pensamento através da consciência é esboçada a partir do que ele chama de desenvolvimento histórico com relação ao desenvolvimento individual. Vê-se a distância que existe entre estas distinções e estes agrupamentos rudimentares, e aquilo que verdadeiramente constitui uma classificação. (agrupamentos rudimentares, processos cognitivos ligado ao desenvolvimento individual e a classificação propriamente dita.)</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">A distinção entre agrupamentos rudimentares e aquilo que vem da mente da classificação propriamente dita.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Agrupar semelhanças não é função classificadora, pois o que rege os critérios de semelhanças? Entende-se por ela algo que é encerrar as coisas em categorias como a de gênero e espécie e que nada nos é levado a acrescentar que essa ordenação venha como um protótipo de um quadro elementar de modelos de toda classificação em nosso espírito desde nascimento.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">A classificação está bem longe de refletir uma necessidade natural, só é possível pensar em função classificadora na humanidade que os homens precisavam estar organizados socialmente.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">A palavra não carrega a idéia por si só, pode ajudar, e assim o autor aponta o caso em que não há distinção entre palavra e idéia.<span>  </span>Não se concebe a linguagem. E alem disto dispor tais idéias segundo uma ordem hierárquica.<span>  </span>(valor de Leach) outro exemplo da mesma tese.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Aqui podemos falar de cultura, porém o conceito de representações coletivas vai além, pois é a manifestação das idéias da sociedade por determinado grupo que concebe o próprio instrumental classificatório responsável pela orquestração da mente e o pensamento do individuo. (Para relação sociedade, cultura e individuo no pensamento Durkheimiano). </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">“Classificar não é somente dispor em grupos, mas colocá-los segundo relações muito especiais”</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Problema e solução: O problema é que a lógica classificadora não sendo uma faculdade inata, e por ser extra-lógica nos leva a indagação sobre a procedência desta função. Responder esta pergunta é o que o restante do ensaio tentará efetuar. As indicações e hipóteses de resposta, segundo o autor, são buscadas a partir de sistemas classificatórios de alguns povos primitivos onde esta história da lógica encontra-se em sua forma mais elementar. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">*Analogias das representações coletivas e a função classificadora, como um principio <span> </span>do conceito de cultura, o que media a relação entre sociedade e individuo, mas nesta perspectiva a sociedade sobressaindo em relação ao individuo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">*Então Durkheim acerta no dizer que existe uma função classificadora, e que ela varia de sociedade para sociedade. O problema em relação ao que Levi Strauss vai colocar posteriormente é a capacidade de classificação de a própria lógica ser da mesma envergadura do que a do pensamento cientifico não polarizando entre primitividade e civilização como o fez Durkheim com relação às sociedades européias. Apesar de levar tal categorização para o lado do evolucionismo nos qual o primitivo era um homem em fase biográfica mental a partir da psicanálise uma criança. Psicologia e Antropologia, (psicanálise e a fase da infância), Civilização e Primitivo pelo estado de distinção, mas com relação à lógica ocidental. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<div style="border:windowtext 1pt solid;padding:1pt;">
<p class="MsoNormal" style="margin:0;padding:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Esboço</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;padding:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;padding:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Psicologia contemporânea</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;padding:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Complexidade das operações mentais</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;padding:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Multiplicidade de elementos que interferem, nas projeções que fazemos de nossas representações do mundo sensível.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;padding:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Faculdades dadas individualmente. Como inatas desde o nascimento.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;padding:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Faculdades presentes desde que existiu alguma humanidade.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;padding:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">As funções adquiridas dos mais diversos quadros que não fossem da lógica.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;padding:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">A despeito destas considerações não se teve a idéia de ver nos métodos científicos verdadeiros instituições sociais e o papel da sociologia na descrição e explicação das mesmas.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;padding:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;padding:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;padding:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Estas observações aplicam-se ao que Durkheim chama de função classificadora.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;padding:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Para os psicólogos a função classificadora é o corolário de um processo mental de simples associações de idéias, das leis da contigüidade.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;padding:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;padding:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </s