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Archive for the ‘Sociologia’ Category

A partir de suas pesquisas em Antropologia da Ciência (Sciences Studies), considerando as distintas perspectivas de pesquisa sobre a Ciência nas Ciências Sociais, (História da Ciência – abordagem internalista e externalista; sociologia da ciência, etnografia da ciência, entre outras) Bruno Latour retira de seu próprio “objeto”, uma metodologia e toda a discussão sobre se a abordagem do’ator-rede’ se trata ou não de uma, para uma perspectiva que busque reunir em um mesmo tipo de análise, uma abordagem do fato científico enquanto algo, científico, social e linguístico, simultaneamente, a partir da ideia de híbridos, que ele constata sobre os fatos que observou.

Considerando a existência destes ‘híbridos’, que povoam uma modernidade tardia que seu livro “Jamais Fomos Modernos”, procura apresentar os paradoxos do projeto moderno (sua Constituição), no que diz respeito à duas operações por ele indicadas e que marcam a característica prima facie da modernidade em sua separação das coisas em duas realidades ontológicas diferentes, a saber: a natureza e a cultura. Estas operações seriam os processos de purificação – a separação dos objetos nestas realidades e a produção de redes – propriedade de juntá-los, conectando diferentes objetos que, a princípio, seriam de realidades ontológicas diferentes, e que tem como resultado a proliferação de híbridos.

Nesse sentido, diante desta proliferação, o “miracoloso ano de 1989”, apresenta-se como caudatário dos limites das críticas e o fim das utopias, pelo fato da inexistência de teorias capazes de reunirem um pensamento que trate estas coisas, que são tomadas de maneira separada. Ou seja, apenas problemas restritos à esfera científica, política ou da linguagem; campos que pautam as três narrativas criticas mais poderosas.

Tal separação permite pensar a simetria como uma propriedade que deve ser buscada pelo antropólogo ao investigar os processos de separação desses híbridos – humanos e não-humanos,  “nós” e “outros.” A modernidade então seria a crença nesta separação e sua produção constante, que de maneira ambígua aparece como desacreditada em decorrência da própria proliferação destes híbridos e que a ciência, a filha predileta deste projeto moderno, é capaz de produzir(los).

Algumas teses são importantes resultados da apresentação de tal panorama: (a) a explicação da hegemonia científica na modernidade por sua capacidade de mobilização de recursos e criação da necessidade de produzir “híbridos”, o que a torna poderosa em relação a outros coletivos. (b) A possibilidade de crítica do relativismo.

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Acesso:http://www.flickr.com/photos/44608864@N08/4096874404/

Lord Anthony Giddens at the 2008 Skoll World Forum “The Politics of Climate Change” Lord Anthony Giddens, House of Lords Por Skoll World ForumNome real desconhecido + Adicionar contato
Esta foto foi tirada em 26 de março de 2008 usando uma Canon EOS-1Ds Mark II.

*Discussão sobre diferença entre método e metodologia tendo como tema as teorias sociais e sua relação com o positivismo. (em aberto, primeira parte ainda)

Giddens começa o texto alertando para dificuldade de se entender a influencia do positivismo (filosofias positivistas) nas Ciências Sociais, quando o termo sofre um abuso indiscriminado, a despeito da possibilidade de um tratamento filosófico mais acurado do mesmo.

O autor distingue assim o termo como é usado em um sentido mais lato e outro stricto. Sendo o primeiro utilizado pelos positivistas, que o defendem enquanto uma doutrina e, no segundo, no sentido estrito relativo à epistemologia. A primeira fase foi dominada pela filosofia positiva de August Comte. Contudo, apesar da diferença clara entre o positivismo filosófico de Comte e a lógica positiva do Circulo de Viena, segundo Giddens, há uma aproximação histórica e intelectual entre os dois.

A primeira perspectiva se caracterizaria por alguns aspectos, tais como: o fenomenalismo, ou seja,  “ the thesis, which can be expressed in various ways, the  “reality” consists in sense-impressions; an aversion to metaphysics, the later being condened as sophistry or illusion; the representation of philosophy as a method of analysis, clearly separable from, yeat the same time parasitic upon, the findings of Science, the duality of fact and value – the claim that empirical knowledge is logically discrepant from the pursuit of moral aims or the implementation of ethical standards; and the notion of the “unity of science”: the idea the natural and social sciences share a common logical and perhaps even methodological foundation.” (GIDDENS, p, 137)

O autor destaca assim uma terceira via (sic. Bem Giddens), que seria o positivismo sociológico. O autor aponta que os usos do termo positivismo e sociologia, aparecem muitas vezes como sinonimo na obra de Comte, esta ultima como o triunfo do pensamento humano. A influencia do autor foi clara no pensamento social, sobretudo, a partir de seu “Cours de philosophie positive”, que reverberá no funcionalismo durkeimiano. Sua concepção básica é a da sociologia como uma “ciência natural da sociedade” que tem a esperança de chegar a leis semelhantes as apresentadas pelas ciências naturais.

No que diz respeito às tradições intelectuais, o autor aponta o desdobramento de tal paradigma nos Estados Unidos, a partir da emigração no Pós Segunda Guerra Mundial de intelectuais do Circulo de Viena para o país.

O objetivo do autor, portanto, é fazer uma análise das aproximações e distanciamentos do positivismo lógico do Circulo de Viena do pensamento de Comte, de sua nova variação, a filosofia da tradição inglesa (analítica); e tematizar a crítica ao positivismo da filosofia da Escola de Frankfurt como a tradição germânica do debate.

 

August Comte: Sociology and Positivism

 

Primeiramente Giddens traz o background intelectual de Comte no inicio do Sec. XVIII, influenciado pelo empiricismo de Hume e pela critica à metafísica e idealismo kantiano. O autor passou a defender a metafísica apenas como um estágio da evolução humana, que seria superado pelo positivismo, aceitando criticas do Iluminismo e a fundamentação racional a partir da razão em oposição à religião. Entretanto, o autor rejeita uma ideia fundamental do Iluminismo, qual seja: a da idade média como uma idade obscura, se aliando ao progressivismo conservador católico. O autor procurou conciliar o progresso da ideologia iluminista descartando seu radicalismo, conciliando a ideia de ordem e progresso, que deveriam caminhar juntas.

Saber para prever, prever para poder é uma sintese do pensamento positivo. A perspectiva histórica de Condorcet e sua ideia de progresso, a partir da intervenção humana ou como um processo ex nihilo, também influenciou o autor. As noções de certeza e precisão orientariam a perpsectiva positiva de Comte em face às filosofias especulativas. Seu projeto estabelece uma hierarquia entre as ciências, estabelecendo uma lógica entre elas que acompanharia a evolução humana. Nesse sentido, a biologia estaria relacionada à fisica e a química,vantecedidas pela matemática e a astronomia, sendo a sociologia o ápice da piramide, tendo portanto, que ser construída.

Assim seu projeto de Ciência Social consistia na divisão em dois ramos: uma estática e a outra dinâmica: a primeira preocupada com as relações funcionais das instituições na sociedade e a segunda com os processos de evolução social.

Para Comte, com relação ao método:

Giddens termina o tópico abordando a perspectiva política reformista de Comte, ao comparar suas duas obras citando que tal transformação criou um hiato entre seus comentadores. A fundamentação do “Cours de Philosophie Positive” é a justificativa de uma religião universal baseada na ordem e no progresso.

Assim:

Comte’s influence: the origins of logical positivism

Giddens abordará a influencia do pensamento comteano. Primeiramente na Inglaterra na obra John Stuart Mill, a despeito da referencia do mesmo a ultima obra do autor como uma espécie de “decadência melancólica de um grande gênio”.

Sobre a influencia do positivismo o autor destaca também obra de Herbet Spencer, sendo este um dos seu s principais críticos. O autor a seguir tratado é Emily Durkheim, responsável por levar a efeito a partir do funcionalismo, o projeto de fazer uma “Ciencia natural da sociedade”. O autor destaca a separação de uma aproximação metodológica de uma teoria geral da mudança histórica. Destacando esta de uma filosofia da história especulativa como a de Montesquieu e Condorcet. Portanto, Durkheim abandonam a teoria da evolução de Comte como explicativa das mudanças sociais e a um distanciamento do esquema apresentado pelo autor de uma hierarquização da ciências, endossando um lugar especifico para a sociologia. O distanciamento se faz pela perspectiva do avanço da sociologia a partir das generalizações obtidas a partir do método de indução de observação dos fatos sociais. Este considerados a partir de sua perspectiva moral.

Segundo o autor Durkheim retirou o funcionalismo de Comte e noa de Spencer rejeitando a analise histórica, que se tratava pela parte da dinâmica.

Abandona a perspectiva da reificação do “progresso”  como em Comte e Spencer e adota uma perspectiva mais próxima da biologia ao trart a partir do funcionalismo os fatos sociais a partir de categorias como o normal e o patológico, bem como o modelo estatístico.

Perspectiva social. Critica a revolução política como a inabilidade da sociedade acompanhar o

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