Feeds:
Posts
Comentários

Posts Tagged ‘Malinowski’

 

 

Malinowski, Bronislaw [1916] 2004. “Baloma; the Spirits of the Dead in the Trobriand Islands”. In Magic, Science and Religion. Kessinger Publishing. pp.149-253.

 

 

“O trabalho de campo consiste única e exclusivamente na interpretação da realidade social caótica, subordiando-a às regras gerais. ”

Malinowski

 

 

 

Baloma; Os espíritos dos mortos nas Ilhas Trobriand

 

Tendo em vista a estrutura de apresentação do ensaio de Malinowski, desenvolveremos este resumo a partir da apresentação sumária do Capítulo VIII – Afirmações genéricas relativas à sociologia da crença – por entender que tal capítulo sintetiza a estrutura argumentativa dos principais pontos trabalhados no ensaio; fazendo com que os outros capítulos sejam a expressão etnologicamente contextualizada das principais características das crenças Trobiandesas, a partir da colocação dos Baloma como eixo investigativo principal. O ponto central é que, nas palavras de Malinowski, a lei geral e a documentação pormenorizada, dão à informação uma dimensão verdadeiramente completa.

Trata-se, antes de tudo, da opção metodológica do autor que, através da tensão dialética entre teoria e empiria, traz à luz, uma concepção de produção de conhecimento sobre outras culturas – “científica”, inaugurada a partir do desenvolvimento do contato direto com os “nativos” pela pesquisa de campo. Tal procedimento sobressai na própria estrutura do ensaio, visto que sua estrutura é dada totalmente ex post facto, no sentido dos dados serem o caminho privilegiado na construção das teorias.  Conclui-se daí que, o último capitulo, classifica e ordena as principais características de uma sociologia da crença, a partir do caso específico das Ilhas Trobiand. No entanto, este procedimento não é generalizante, dado que mesmo o ponto de partida do trabalho de investigação de Malinowski seja a partir do particular, ele termina na elaboração teórica dos dados, e não de leis gerais para sociologia da crença, e isto, no sentido interno de busca de uma coerência da crença Kiriwiana com a própria sociologia Kiriwiana e não com uma sociologia geral.

Portanto, nossa exposição talvez simplifique um aspecto inerente a própria lógica metodológica escolhida pelo autor. Porém em termos de fixação (o conteúdo didático de meu texto), tal estratégia torna-se profícua, pois a estruturação e organização teórica dos fatos etnográficos que aparecem ao longo dos capítulos precedentes ao capítulo VIII, pendiam para um volume que mentalmente, à título de iniciação de leitura, seria demasiado difícil a assimilação dado a riqueza de pormenores. Optamos pela apresentação do capítulo em que tais dados já foram processados teoricamente no sentido de servirem como ancora na facilitação da leitura rápida do mesmo, termo básico de um bom resumo, nosso maior objetivo aqui.

 

 

 

 

 

 

 

 

Capítulos

 

 

 

I.                   Comentários Gerais relativos à independência das práticas fúnebres e ao bem-estar do espírito; As duas formas de espírito ou fantasma, o baloma e o Kosi; as mulukuausi, seres terríveis que pairam nas proximidades de um cadáver.

 

II.                A viagem do espírito (Baloma) ao mundo inferior; chegada e acolhimento em Tuma, A Ilha dos Espíritos.

 

III.             Comunhão entre os baloma e os vivos; encontros no estado acordado; comunhão através de sonhos e visões; natureza dos baloma e dos Kosi.

 

IV.             Regresso dos espíritos às suas aldeias durante a festa anual (Milamala)

 

V.                Papel desempenhado pelos Espíritos na Magia: Referência a antepassados nas formulas mágicas

 

VI.             Crenças na reencarnação

 

VII.          Desconhecimento da fisiologia da reprodução

 

VIII.       Afirmações genéricas relativas à sociologia da crença.

 

  

 

VIII.                   Afirmações genéricas relativas à sociologia da crença

 

A primeira distinção colocada por Malinowski no Capítulo VIII, diz respeito a uma diferenciação dos dados concretos das leis gerais sociológicas, que devem ser perspectivadas e enquadradas no local de estudo. Está implícita neste enquadramento a transição do processamento dos dados do observador para o cânone científico. Ora, os dados passam de um emaranhado caótico e ininteligível para um conteúdo classificado e organizado por padrões previamente descritos. O procedimento utilizado por Malinowski é assim então descrito:

 

– separação dos fatos puros das interpretações.

Este critério se faz através dos parâmetros do que têm de variável e invariável, neste caso da crença: (fatores invariáveis da crença como: tradição e instituições e atitude emocional assim como os fatores variáveis da crença:  opiniões pessoais.)

 

Logo abaixo é descrito o que se entende por interpretação e o lugar da própria interpretação na construção do argumento científico. È de se ressaltar que interpretações, claro,  estão presentes tanto no pensamento nativo como no científico. Eu arrisco a deduzir que interpretar é classificar, sendo classificar o dispor dos fatos separando o relevante do que não é relevante de acordo com critérios estabelecidos, ordenando os fenômenos a partir do estabelecimento de relações mútuas entre eles. Tal definição como colocada por Malinowski. O aspecto da teoria como colocada por Malinowski diz respeito à metodologia, ao procurar por uma estrutura sociológica de um povo ou apresentar um relato organizado das suas crenças, transmitindo a imagem do mundo na perspectiva do nativo. Trata-se do que entendo por contextualização metodológica. O lado oposto é a teoria que: “… Como se fosse possível embrulhar numa trouxa um determinado número de fatos tal como encontrados e trazê-los para, no seu país, o estudante sobre eles generalizar e laborar em construções teóricas.” Pág. 256.

 

Procedimentos de inquirição: Em referência à crença, o princípio geral sugerido por Malinowski foi o de que qualquer crença ou tema do folclore não constitui um pedaço de informação isolado que se recolhe de uma fonte casual, de qualquer informante fortuito, e se estabelece como axioma a traçar com uma única curva de nível. Diz que existe sempre uma dimensão social para uma crença.

Com relação às crenças, elas não são definidas pelo que um informante diz somente, mas sim que elas estão, também, e são personificadas em instituições sociais, bem como no comportamento dos indivíduos e ambos os aspectos devem ser considerados na análise. Isto no texto está circunscrito nas idéias de multiplicidade e unicidade das crenças.

Passemos então ao estabelecimento das regras que nos permitem reduzir a dados mais simples a multiplicidade de manifestações de uma crença segundo Malinowski. Primeiro se há o enfoque da multiplicidade de opiniões, não é forjar uma espécie de opinião consensualizada? “O grau de arbitrariedade pareceria demasiado grande”.  

Sobre a distinção entre informação particular e as cerimônias públicas no que diz respeito às idéias sociais, a crença genérica de que o regresso dos baloma está personificado na realização do próprio milamala; a exposição de objetos de valor (ioiova), a construção de plataformas especiais (tokaikaya), a exposição de alimentos nos lalogua. O presente de alimento (silakutuva e bubualu’a) revela uma participação muito mais íntima dos baloma na vida da aldeia bem como os sonhos e crenças em topileta.

 

Para além das crenças expressas nas cerimônias tradicionais, surgem também as personificadas nas formulas mágicas. Estas formas são fixadas pela tradição do mesmo modo que os costumes e tidas metodologicamente como mais importantes, pois são documentos mais específicos do que os costumes, visto não permitirem quaisquer variações. O exemplo do rito da horta – e o mago da horta. Os mitos também são retratados nas fórmulas e, segundo Malinowski, tais ritos devem ser postos em paralelo com as fórmulas mágicas como expressões tradicionais e fixas da crença.

 

Como definição empírica de mitos, mais uma vez ressaltados para os elementos recolhidos em Kiriwina, Malinowski coloca: 

 

a)                          – é uma tradição que explica fatores sociológicos essenciais (e.g mitos das divisões dos clãs e sub-clãs), relativos a pessoas que realizaram feitos notáveis e em cuja existência implicitamente se acredita.

b)                         – a realidade das personagens e das ocorrências míticas mantém-se viva em contraste com a irrealidade das fábulas vulgares, muitas das quais são contadas.

 

 

Assim o autor resume sobre a globalidade destas considerações, afirmando que todas as crenças que têm subjacentes costumes e tradição nativos devem ser tratadas invariavelmente. Todos acreditam nelas e agem em conformidade com elas e, como as ações consuetudinárias não permitem quaisquer variedades individuais, esta categoria de crença é estandardizada pelas suas personificações sociais. Podem designar-se por dogmas das crenças nativa, ou idéias sociais de uma comunidade, por oposição às idéias individuais. Pág. 262

Acrescentamos à nota a propósito do termo de idéias coletivas de Durkheim. (alma coletiva)

 Assim, Malinowski define a idéia social por: “É um principio da crença personificado em instituições ou textos tradicionais e formulado pela opinião unânime de todos os informadores competentes. Mesmo a despeito da utilidade prática desta.”

 

Todavia, colocado os fatores invariáveis da crença a partir da noção de idéias sociais, exemplificadas concretamente na presença dos baloma no milamala, na construção dos tokaikaya, Malinowski dirige-se a outro aspecto igualmente importante para a apreciação metodológica do fenômeno da crença, referindo-se ao comportamento geral dos nativos, ou os aspectos variáveis, como atitude emocional e opiniões pessoais.

Quanto à abordagem, segundo Malinowski, descrever as idéias dos nativos referentes a um fantasma ou espírito é manifestamente insuficiente. Deveriam procurar-se os fatos objetivos que correspondem a essas reações emocionais. Ou seja, no lugar de descrevê-las – as reações – situar os fatos concretos que as desencadeiam. Abordagem por Malinowski se dá no ensaio acerca de tal perspectiva ao falar da cerimônia das kamkokola ou ao instigar os nativos em troca de tabaco, a se afastarem da aldeia no escuro.

 

E por fim, a última categoria a ser analisada segundo Malinowski são as opiniões e as interpretações dos fatos dentro dos aspectos variáveis das crenças. A saída metodológica para o caos das interpretações é encontrada por Malinowski em nível da estrutura social. Segundo o autor, existe uma classe de homens cuja posição social os faz aceder a um conhecimento especial das crenças em questão. Numa dada comunidade são genérica e oficialmente considerados os detentores da versão ortodoxa, e sua opinião é tida como a correta. Além disso, a sua opinião, em certa medida, baseia-se numa perspectiva tradicional que receberam de seus antepassados.  Pág. 266

 

O exemplo etnográfico que diz respeito a esta parte está ligado, por exemplo, a observação do Towosi (mago da horta). No entanto, esta interpretação mais importante não agrega todas as opiniões, por vezes nem sequer pode ser considerada típica.  Assim, por exemplo, em feitiçaria (magia má, homicida), é de primordial importância fazer a distinção entre as opiniões dos especialistas e as do estranho, porque ambas representam aspectos igualmente importantes e naturalmente diferentes do mesmo problema. Ressaltando que não há especialista em Baloma ou Kosi.

 

Quadro Resumo das considerações teóricas sobre a sociologia da crença no que se refere pelo menos aos Kiriwianos:

 

1.                          Idéias sociais ou dogmas – crenças personificadas em instituições, em costumes, em fórmulas, ritos e mitos mágico-religiosos. Essencialmente associadas a e caracterizadas por elementos emocionais, expressos no comportamento.

2.                          (Teologia ou interpretação de dogmas: a)- explicações ortodoxas, consistindo em opiniões de especialistas. (b)- opiniões gerais, populares, formuladas pela maioria dos membros da comunidade. C)- especulações individuais.

 

 

 

 

Os exemplos:

Idéias sociais – o costume do milamala e a criação dos tokaikaya onde os baloma se encontram com os vivos, as fórmulas mágicas para a construção das hortas feitas pelos towosi; os elementos emocionais expressos no comportamento em relação aos baloma, aos kosi e a mulukuausi; Teologia e interpretação de dogmas as explicações de um mago sobre a sua magia. Acerca da visão popular, a crença no espiritismo, ou a crença na particular concepção em Kiriwina pelo mar. E por último, no lugar dos comportamentos em relação aos baloma como no primeiro exemplo, as especulações sobre a sua natureza, como exemplos das opiniões particulares.

 

  

 

 

I.                                     Comentários Gerais relativos à independência das práticas fúnebres e ao bem-estar do espírito; As duas formas de espírito ou fantasma, o baloma e o Kosi; as mulukuausi, seres terríveis que pairam nas proximidades de um cadáver.

Malinowski começa seu capitulo I ressaltando dois aspectos relativos à morte entre os nativos de Kiriwina: O primeiro é que a morte afeta o indivíduo que faleceu – a sua alma (baloma) abandona o corpo e vai para o outro mundo; e o segundo, é que seu falecimento é também uma questão preocupante para a sociedade que dele ficou privada. O principal aspecto das cerimônias que acompanham o luto é o de elas não terem nada haver com o espírito. “Não são executadas para enviar uma mensagem de amor e pesar ao baloma (espírito), nem para impedir o seu regresso; não influenciam o seu bem-estar, assim como não afetam o seu relacionamento com os vivos.” Pág. 157

O que o autor tenta sempre deixar claro é a relativa autonomia das duas esferas, ou seja, debater crenças nativas na outra vida e o complexo ceremonial fúnebre e de luto pelos quais a morte está associada não estão diretamente ligados. Para o ultimo, torna-se necessário um profundo conhecimento do sistema social nativo.

Juntamente a descrição do que acontece depois da morte para os nativos, Malinowski faz a introdução do termo kosi, e  mulukuausi que estão diretamente ligados um e outro a esta distinção feita anteriormente. No que diz respeito à crença no que acontece com o espírito depois da morte (baloma), Malinowski chama à atenção para o fato de que duas crenças dividem a existência do baloma depois da morte. A primeira é a de que ele vai direto para Tuma, uma ilha localizada a noroeste de Kiriwina, onde vivem também homens vivos. E a segunda é que o baloma assume sua forma temporária – a de kosi (kos), em torno dos lugares habituais do morto, como sua horta, a aldeia, a praia ou o poço. Adiante fica bem claro aspectos ressaltados nos comentários do capitulo VIII, acerca da indefinição ortodoxa sobre a crença nos baloma e kosi, por vezes, oscilando em diversas interpretações que não influem na veracidade do credo dos nativos. Caracterizando os kosi, Malinowski afirma que: “As pessoas manifestam medo de encontrar o kosi. O kosi parece evidenciar sempre o comportamento frívolo do duende, embora inofensivo, pregando pequenas partidas, tornando-se incomodo e assustando as pessoas, como um homem assustaria o outro na escuridão, por mera brincadeira.” Pág. 159. Não guardando nenhuma semelhança com a crença dos fantasmas como para nós ocidentais e seus métodos arrepiantes de assustar pessoas.

Aí sim é possível distinguir o incremento suscitado pela morte de alguém na aldeia através do medo. “Este medo não vem dos kosi ou baloma, mas por seres sobrenaturais muito menores, por exemplo, as feiticeiras invisíveis chamadas mulukuausi. São mulheres de carne e osso, conhecidas e com quem se pode falar no dia-a-dia, mas que se supõe possuírem o poder de se tornarem invisíveis, ou de enviarem emissários a partir dos seus corpos, ou de percorrerem longas distancias deslocando-se no ar. Muitas magias são citadas no combate das mulukuasi, tais como kaiga’u uma magia destinada a confundir tais seres, quando de tempestades elas procuram suas vítimas em canoas. Sua relação com os mortos é que elas são as responsáveis pela devoração dos cadáveres oferencendo graves riscos a quem cruza seu caminho. O exemplo notável é quando do anoitecer o redor das sepulturas ficarem totalmente desertos. São definidos no primeiro capítulo, as relações do espírito com a morte, bem como com os vivos e as cerimônias fúnebres separados do verdadeiro terror kiriwiano contido por magia e incitado por magia (neste caso, magia negra, feitiçaria) das mulukuausi.

II.                                  A viagem do espírito (Baloma) ao mundo inferior; chegada e acolhimento em Tuma, A Ilha dos Espíritos.

 

 (provisional post)  Cap I e II

 

Os espíritos, a morte , para onde vão os espíritos, porque ter medo dos mortos e não dos espíritos, a bruxaria, o agente, o condutor mulukuausi. A narração dos fatos e a descrição objetiva. Etnografia. A questão de falar de crenças nos critérios evolucionistas.

,

 

Baloma or balom  A morte e os dois caminhos

baloma (spirit),

kosi. (kos). A inofensividade dos kosi

The other belief affirms that the spirit leads a short and precarious existence after death near the village, and about the usual haunts of the dead man, such as his garden, or the seabeach, or the waterhole. In this form, the spirit is called kosi (sometimes pronounced kos). ghost

 mulukuausi. O grande perigo assombrações femininas de mulheres , bruxas. acredita-se em bruxas voadoras que podem ficar invisíveis e se transformar em bichos, como pássaros e morcegos, as “mulukwausi”, que

 

Combates feitiço

kaiga’u, a powerful magic

lopoulo,

Tuma

waga (canoe) of the large type, called masawa, spells must be uttered to reduce the danger from these terrible women.

milamala, la fiesta anual

Argo… e argonautas

Toliwaga (dono da canoa, masawa)

Baloma; the Spirits of the Dead in the Trobriand Islands
by Bronislaw Malinowski
Originally published in The Journal of the Royal Anthropological Institute of Great Britain and Ireland, Volume 46.
[1916]

 

Capítulo I

Dois processos.

A morte afeta o individuo morte

Baloma or balom, Seu espírito vai embora do corpo e vai para outro mundo. Lá tendo uma existência obscura. A morte é uma fenômeno que diz respeito a toda comunidade.  Seus membros choram, lamentam sua morte em uma interminável série de festas. Nessas cerimônias são distribuídas comidas cruas.

O centro deles é o redor do corpo do morto.Um ponto essencial é que estas atividades sociais não tem conexão com o espírito.Eles podem mandar mensagens de amor e pesar, mas não podem influir nos retorno, no bem estar dos invidividuos e nem influir nana vida dos sobreviventes.

A complexidade  de algumas ceriomonias para sem entendidas é necessário,  antes de tudo, segundo malinowsik entender o funcionamento da vida social da comunidade.

 

As crenças do fim do Baloma

Uma notável coisa acontece quando o espírito vai embora do corpo. Uma divisão. No caso são duas crenças. Que mesmo sendo imcompatíveis ainda coexistem lado a lado.

Baloma ( a principal forma do espírito do homem morto). A primeira é que o Baloma vai para a Tuma uma pequena ilha imaginária à uns 10 quilometros à noroeste das ilhas Trobiand, onde há outra ilha que é frequentemente visitada por eles.

A outra forma é uma precária e curta passagem do baloma perto de sua aldeia. Neste tempo ele é chamado de kosi. (kos).

Não configura problema para os nativos a conciliação de kosi com Baloma.

Os informantes mais inteligentes podem justificar as inconsistências, mas tais tentativas “teológicas” não concordam um com o outro, e aí não parecem ser qualquer versão predominantemente ortodoxa. 4 As duas crenças, no entanto, existem junto em força dogmática; são sabidos ser verdades, e eles influenciam as ações de homens e regula seu comportamento; assim as pessoas são genuinamente, embora não muito profundamente, assustado do kosi, e algumas ações observadas em luto, e a disposição do morto, implica crença na viagem do espírito a Tuma, com algum de seus detalhes.

Rito e mito .

Implicações sociais.

O homem morto que corpo é adorned com todos seus ornamentos valiosos, e todos os artigos de riqueza nativa que ele possuiu são colocados ao lado de ele. Isto é feito em ordem que é pode carregar a “essência” ou “parte de espírito” das suas riquezas ao outro

Estes processos implicam a crença em Topileta, o Charon nativo, que recebe seu “passagem” do espírito (vê embaixo).

The kosi, the ghost of the dead man, may be met on a road near the village, or be seen in his garden, or beard knocking at the houses of his friends and relatives, for a few days after death.

O kosi, o fantasma do homem morto, pode ser encontrado numa estrada perto da aldeia, ou é visto no seu jardim, ou barba batendo nas casas dos seus amigos e parentes, para alguns dias depois de morte. As pessoas estão distintamente amedrontadas de encontrar o kosi, e são sempre no posto de observação para ele, mas para eles não estão em terror realmente fundo dele. O kosi parece sempre estar na disposição de um frívolo, mas inofensivo, hobgoblin, jogando fraudes pequenas, fazendo se um aborrecimento, e pessoas assustadoras, como um homem talvez assuste outro na escuridão para uma piada prática. Pode jogar pedras pequenas ou gravilha em qualquer um passando seu assombra de uma noite; ou chama seu nome; ou gargalhada pode ser ouvida sai da noite. Mas ele nunca fará qualquer dano real. Ninguém jamais foi machucado, ainda menos matou, por um kosi. Nem faz o kosi jamais emprega qualquer desses métodos horripilantes horrível de pessoas assustadoras, tão bem sabido do próprias histórias fantásticas.

 

A reação natural para com o kosi por parte dos nativos. E a primeira vez de malinowski .A descrição narrativa da presença do fato narrado. Contos folclóricos, pequenas travessuras e diferença com as histórias de fantasmas na Europa.

Conta o caso e depois fala que se lembra, minha primeira…etc..etc…

 

 

 

A ausência do Medo entre os Kiriwisians. This fear is not, however, aroused by the kosi but by much less “supernatural’ beings, i.e., by invisible sorceresses called mulukuausi.

São especialmente perigosos em mar, e sempre que há uma tempestade, e uma canoa é ameaçada, o mulukuausi aí procuram fora presa.

O mal para os Kiriwins.

Ninguém, aí temeu, sonharia com ir em viagem mais distante tal como sul ao grupo de D’Entrecasteaux, nem leste ao Marshall Bennets, nem mais ainda, a Woodlark Ilha, sem saber o kaiga’u, uma magia poderosa, projetou repelir e aturdir o mulukuausi. Mesmo quando construir um waga de mar-indo (canoa) do tipo grande, chamado masawa, feitiços devem ser proferidos reduzir o perigo destas mulheres terríveis.

They are also dangerous on land, where they attack people and eat away tongues, eyes, and lungs (lopoulo, translated ‘lungs,’ also denotes the “insides’ in general). But all these data really belong to the chapter about sorcery and evil magic, and have only been mentioned here, where the mulukuausi interest us, as especially connected with the dead. For they are possessed of truly ghoulish instincts. Whenever a man dies, they simply swarm and feed on his insides. They eat away his lopoulo, his tongue, his eyes, and, in fact, all his body, after which they become more than ever dangerous to the living. They assemble all round the house where the dead man lived and try to enter it. In the old days, when the corpse was exposed in the middle of the village in a half-covered grave, the mulukuausi used to congregate on the trees in and around the village. 7 When the body is carried into the grave to be buried, magic is used to ward off the mulukuausi.

 

Bruxaria e magia do mal

Feitiço

where the mulukuausi interest us, as especially connected with the dead.

 

 

São também perigosos em terra, onde eles atacam as pessoas e corrói línguas, olhos, e pulmões (lopoulo, traduziu ‘pulmões,’ também denota o “interiores em general). Mas todos estes dados realmente pertencem ao capítulo sobre bruxaria e magia de mal, e só foi mencionado aqui, onde o interesse de mulukuausi nos, como especialmente ligamos com o morto. Para eles são possuídos de instintos verdadeiramente macabros. Sempre que um homem morre, eles simplesmente formigam e alimentam nos seus interiores. Corroem seu lopoulo, a sua língua, os seus olhos, e, aliás, o todo seu corpo, depois que que eles tornam-se mais que nunca perigoso à vida. Montam toda ronda a casa onde o homem morto viveu e tenta de entrá-lo. Nos dias velhos, quando o cadáver foi exposto no meio da aldeia numa sepultura metade-coberto, o mulukuausi congregava nas árvores em e ao redor da aldeia. 7 Quando o corpo é carregado na sepultura ser enterrada, magia é usada para repelir o mulukuausi.

O mulukuausi intimamente são ligados com o aroma de carniça, e eu ouvi muitos nativos afirmar que em mar, quando em perigo, eles estavam distintamente cientes do aroma de burapuase (carniça), que era um sinal que as mulheres de mal estavam aí.

Novamente, descrevo e vejo. Primeiro o exemplo do kosi, depois o do mulukuausi

 

Kirivina

que deve ser anotado que a sepultura estava em dias de olden direito situado no meio da aldeia, e que uma vigília próxima foi mantida sobre ele, ter, entre outros motivos, isso de proteger o cadáver destas assombrações femininas. Agora que a sepultura está fora da aldeia a vigília teve que ser abandonada, e o mulukuausi pode vitimar no cadáver como eles como. Parece haver uma associação entre o mulukuausi e as árvores altas em que eles gostam de empoleirar-se, de modo que o local presente de enterro, colocado como seja correto entre as árvores altas do bosque (weika) cada aldeia adjacente, é especialmente odioso aos nativos.

 

Colocar as duas experiências e depois a crença descrita.

 

Depois que ocaso, todos os enlutados aposentaram na aldeia, e quando tentaram de gesticular me longe, eu insisti em permanecer atrás, pensando que isso é possível que seria alguma cerimônia que eles quiseram executar em minha ausência. Depois que tinha mantido minha vigília para alguns dez minutos, alguns homens retornaram com meu intérprete, que previamente tinha ido à aldeia. Explicou a questão a mim, e era muito sério sobre o perigo do mulukuausi, embora, homens instruídos brancos e suas maneiras, ele não tanto foi preocupado para mim. 8

Even in and around the village where a death has occurred there is the greatest fear of the mulukuausi, and at night the natives refuse to go about the village or to enter the surrounding grove and gardens. I have often questioned natives as to the real danger of walking about alone at night soon after a man had died, and there was never the slightest doubt that the only beings to be dreaded were the mulukuausi.

 

Capitulo II

 

The Baloma

a)- o que é baloma

a)- porque são centrais.

Porque são centrais:. I call this the main form because the baloma leads a positive, well-defined existence in Tuma; because be returns from time to time to his village; because he has been visited and seen in Tuma by men awake and men asleep, and by those who were almost dead, yet returned to life again; because he plays a notable part in native magic, and even receives offerings and a kind of propitiation; finally, because he asserts his reality in the most radical manner by returning to the place of life, by reincarnation, and thus leads a continuous existence.

a) – Trajeto do Baloma

baloma from a coastal village would embark and cross over to the island. A spirit from one of the inland villages would go to one of the coastal villages whence it is customary to embark for Tuma.Thus from Omarakana, a village situated almost in the center of the northern part of Boiowa (the main island of the Trobriand group) the spirit would go to Kaibuola, a village on the north coast, from whence it is easy to sail to Tuma, especially during the southeast season, when the southeast trade wind would be dead fair, and carry the canoe over in a few hours. At Olivilevi, a large village on the east coast, which I visited during the milamala (the annual feast of the spirits), the baloma were supposed to be encamped on the beach, where they had arrived in their canoes, the latter being of a “spiritual’ and “immaterial” quality, though perhaps such expressions imply more than the natives conceive. One thing is certain, that no ordinary man under ordinary circumstances would see such a canoe or anything belonging to a baloma.

Mapa

c)- o que acontece lá… separação dos entes, nenhuma influencia

a pedra Modawosi, a chegada dos amigos e parentes the great mortuary vigil (iawali) canção monótona ida ao Gilala quando lava-se os olhos se tornam invisíveis.

Daqui o espírito procede a Dukupuala, um lugar no raiboag onde há duas pedras chamadas Dikumaio’i. O balom bate essas duas pedras à sua vez. O primeiro responde com um som barulhento (kakupuana), mas quando o segundo é batido a terra treme (ioiu). Os baloma ouvem este som, e todos eles congrega-se ao redor do recém-chegado e dá as boas-vindas a ele a Tuma.

A dádiva a Topileta para entrar em Tuma. E a mostra do caminho correto

 

Somewhere during this ingress the spirit has to face Topileta, the headman of the villages of the dead.

The natives strictly distinguish between the vaigu’a (valuable possessions) and gugu’a (the other less valuable ornaments and objects of use). The main objects classified as vaigu’a will be enumerated in this article later on.

“In practice the corpse is most carefully stripped of all valuables just before burial, and I saw even small shell earrings being extracted from the ear lobes, articles which the natives would not hesitate to sell for half a stick of tobacco (three farthings). On one occasion, when a small boy had been buried in my presence, and a very small and poor belt of kaloma (shell discs) was left on the body by mistake, there was great consternation and a serious discussion whether the body ought to be unearthed.”

They also put on his body all his other vaigu’a (valuables), 12 in the first place his ceremonial axe blades (beku). The spirit is supposed to carry these away with him to Tuma–in their “spiritual” aspect, of course.

“As the man’s baloma goes away and his body remains, so the baloma of the jewels and axe blades go away to Tuma, though the objects remain.”

The spirit carries these valuables in a small basket and makes an appropriate present to Topileta

 

As mortes:

This payment is said to be made for showing the proper way to Tuma. Topileta asks the newcomer the cause of his death. There are three classes–death as the result of evil magic, death by poison, and death in warfare. There are also three roads leading to Tuma, and Topileta indicates the proper road according to the form of death suffered. There is no special virtue attached to any of these roads, though my informants were unanimous in saying that death

p. 157

in war was a “good death,” that by poison not so good, while death by sorcery is the worst. These qualifications meant that a man would prefer to die one death rather than another; and though they did not imply any moral attribute attached to any of these forms, a certain glamor attached to death in war, and the dread of sorcery and sickness seem certainly to cause those preferences.

Caminho da Guerra: afogamento, suicídio 1 e 2, boas mortes

Morte tem Guerra encarada como suicídios e suicídios sendo comuns

“With death in warfare is classed one form of suicide, that in which a man climbs a tree and throws himself down (native name, lo’u). This is one of the two forms of suicide extant in Kiriwina, and it is practiced by both men and women. Suicide seems to be very common. 14 It is performed as an act of justice, not upon oneself, but upon some person of near kindred who has caused offense. As such it is one of the most important legal institutions among these natives. The underlying psychology is, however, not so simple, and this remarkable group of facts cannot be discussed here in detail.”

 

 

 

 

Suicídio Formas e motivos

As notas de campo de malinowski explicando o suicido enquanto instituição e o presenciamento de uma.” During my stay one young man committed suicide in the lo’u manner in a neighboring village. Though I saw the corpse a few hours after death, and was present at the wailing and burial and all the mortuary ceremonies, it was only after a few months that I learned he had committed suicide, and I never could learn his motive. The Rev. E. S. Johns, the head of the Methodist Mission in the Trobriands, informs me that be used at times to register as many as two suicides a week (through poison) in Kavataria, a group of large villages situated in the immediate neighborhood of the Mission station. Mr. Johns tells me that suicides occur in epidemics, and that they have been fostered by the discovery by the natives of the white man’s power to counteract the poison. The aim of the suicide is to punish the survivors, or some of them.”

The aim of the suicide is to punish the survivors, or some of them.”

Besides the lo’u, suicide is also accomplished by taking poison, for which purpose the fish poison (tuva) is used. 15 Such people, together with those murdered by the gall bladder of the poisonous fish, soka, go the second road, that of poison.

People who have died by drowning go the same road as those killed in war, and drowning was said to be also a “good death.”

Mortes por evil sorcery ( feitiçaria) e caso da morte natural

Finally comes the group of all those who have been killed by evil sorcery. The natives admit that there may be illness from natural causes, and they distinguish it from bewitchment by evil magic. But, according to the prevalent view, only the latter can be fatal. Thus the third road to Tuma includes all the cases of “natural death,” in our sense of the word, of death not due to an obvious accident. To the native minds such deaths are, as a rule, due to sorcery. 16 The female spirits go the same three ways as the male. They are shown the way by Topileta’s wife, called Bomiamuia. So much about the various classes of death.

O perigo de virar vaiaba a mythical fish possessing the head and tail of a shark and the body of a stingaree

Professor Seligman writes como interlocutor

There are three villages in the nether world–Tuma proper, Wabuaima, and Walisiga

A organização social do outro mundo

Topileta is the tolivalu (master of village) of all three, but whether this is a mere title or whether he has anything to say in important matters was not known to any of my informants. It was also unknown whether the three villages had any connection with the three roads leading to the nether world.

Depois de passado por Topileta

The spirit women on Tuma are not less expert, and no more scrupulous, in using love charms than the living women in Kiriwina. The stranger’s grief is very soon overcome, and he accepts the offering called nabuoda’u–a basket filled with bu’a (betel nut), mo’i (betel pepper), and scented herbs. This is offered to him with the words “Kam paku,” and if accepted, the two belong to each other

Casamento em Tuma como forma de aceitar a morte

p. 160

My informants (who were all men)

The spirit, in any case, settles down to a happy existence in Tuma, where he spends another lifetime, 21 until he dies again. But this new death is again not complete annihilation, as we shall see hereafter.

 

Trobiands Islands

As ilhas Trobiand aí logo acima, na Papua Nova Guiné (Costa Oriental da Nova Guiné).

 

Anúncios

Read Full Post »

%d blogueiros gostam disto: